segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Os 2 anos do P.

E aqui vai a minha carta de namoro ao safadolas do P.

Meu fofinho lindo,

És um pequeno furacão que entrou nas nossas vidas que tanto nos faz rir e deliciar. Quando nasceste eras um pequeno ser doce e perfeitinho. Desde cedo que ficámos deliciados com os teus longos sonos nocturnos, mas cedo percebemos que dormires durante um dia era um desafio. Aliás desafio é a perfeita palavra que te define agora. As tua ação constante e determinada é um desafio para nós. As tuas birras e os teus nãos rotundos são um desafio. Quando te atiras para o chão zangado ou quando atiras com as coisas para o chão, zangado também, ando ali dividida entre o dar-te umas boas palmadas, o revirar os olhos e o rir-me do incrível que aquilo é. Desafias-nos a toda a hora. Porque não queres isto ou aquilo, porque agora adoras dizer "Nãoooooo mamãaaaaaaa", porque és refilão como tudo, com génio, mas ao mesmo tempo só queres é brincadeira e atenção.

Já percebes que se estou na cozinha a preparar o jantar não estou contigo a brincar e chamas-me a toda a hora "pá xala mamã". A tua brincadeira favorita na sala é esconderes-te atrás das cortinas (que são semi-transparentes ahahahahaah) ou atrás do cadeirão, fingirmos que não te estamos a ver e irmos à tua procura. Ultimamente anda fã de um velho puzzle do Noddi que encontrei algures no meio dos brinquedos do teus irmão. Fazes aquilo a toda a hora e queres que o façamos contigo vezes sem conta.

Se te chamamos para um beijinho ou abraço foges logo a correr naquele teu jeito de boneco desengonçado "Nãooooooooooooooooooooooo". Irritas-te imenso com o teu irmão sempre que este insiste em te tirar a bola ou algum brinquedo favorito. Ele ri-se e tu choras, mas se ele não está por perto começas logo a chamar por ele "Yôyôooo!!". Ultimamente dou por ti a dares-lhe chapadas só porque sim. Volta e meia apanhas de volta (tens sorte porque tens um irmão bem pacífico), mas dou por mim a pensar como será daqui a 2 anos e andarem à chapada a sério...

Adoras ver TV e, embora inicialmente fosses fixado pelo Pocoyo e pelo Panda, agora já te rendeste aos "Ninjaaaaaaaaassss" que o teu irmão adora. Quantas vezes dou, antes de jantar, com vocês os 2, sentados e caladinhos no sofá, muito concentrados nos Ninjago? No entanto, reparei há tempos que ficavas com medo de algumas imagens que vias e chegaste a ter pesadelos à noite, o que nos lembrou que ainda és um bebé que tem medos e que se estão agora a revelar. Ou seja, para grande desgraça do mano, esses bonecos ficaram vetados na tua presença.

Fazes tudo o que o teu irmão faz. Se ele sai do sofá para se deitar no chão, tu fazes o mesmo. Se ele se rebola no chão, tu rebolas. Se ele bebe água, também queres beber. Se ele grita e faz parvoíces, tu idem. Se te visto uma camisa, o nome dele vem à baila, porque ele também tem camisas. Estás um macaquinho de imitação perfeito e só me apetece esmagar-te de amor quando vejo o quanto estás a desenvolver-te.

Ah e tudo é teu. O brinquedo que o teu irmão decidiu ter na mão na altura, é teu. Vais a correr imediatamente ter com ele porque também queres segurar na espada, ou no boneco, ou na bola, ou no que for... E choras arreliado "é meuuuu, é meuuuuuu". Agora já te saem uns apelos no meio "mamããã, é meuuuuu! a ver se tens razão.

Acordas quase sempre bem disposto, mas se te trocam as rotinas é birra da grossa, daquelas de me fazer ficar com a cabeça em papas o resto do dia. Ainda continuas com o mimo matinal de beber leite de biberão no colo da mamã (eu a segurar o biberão enquanto tu afagas os teus amados peluches!). Bem sei que já é altura de largar o biberão, mas adoro o mimo e de manhã é o modo mais rápido de te despachar a comida.

És comilão, mas se decides que não queres comer isto ou aquilo não há nada que te faça mover. Fechas a boca, ou só deixas ver a língua e não há quem te empurre nada para baixo. Mas quando gostas...venha mais!

No outro dia fomos todos ver o musical "A Pequena Sereia". Já em casa perguntei-te "P., onde está a sereia?". Respondeste "Foixembora" com o ar mais inocente do mundo.

Venham muitos e muitos anos para eu te acompanhar, proteger, mimar e guiar o melhor que puder.

Adoro-te bochechas!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Ontem foi o primeiro teste do M...

..., o primeiro teste da escola.
Tem 6 anos, já tem trabalhos de casa e ontem começou a primeira leva de testes.
Nós em casa andámos uns dias um bocado ansiosos, mas a tentar não passar isso ao rapaz. Afinal era o primeiro teste e ele tem-se mostrado bastante confiante nas suas capacidades. Para ele tudo é fácil, como ele tanto gosta de fazer e mostrar. Nós variávamos entre o "será que nos devíamos sentar mais uns bocados com ele e treinar as coisas?" e o "ele tem é de ir brincar e aproveitar o fim de semana e o resto do dia, até porque ele parece estar à vontade com os exercícios."
No fim, não insistimos muito com ele.

Ontem, já em casa à tarde, perguntámos-lhes como tinha corrido o teste.
Bem, disse ele.
E quando é que a professora vos diz a nota?
Qual nota?
Hum... então, quando vocês fazem um teste, no fim a professora depois diz-vos se estava tudo bem ou não. Mas pode dizer isso só no outro dia...
Ah... ok. Mas estava tudo bem.
Ela disse que os exercícios estavam todos certos?
Sim.

E assim foi. Para ele é como se nada fosse.
Para nós é sempre aquela sensação de que andamos a apanhar papéis. A professora vai dar nota? vê logo os testes na aula? Quando é que os pais sabem as notas?
Mas bom, é ir andando. E assim foi o primeiro teste.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Aniversários

O P. fez 2 anos.
Quinze dias depois eu fiz 40 anos. (vida começa aos 40, não é o que dizem?)
Um dia depois o meu pai fez 65 anos. (começa a ter desconto nos bilhetes dos transportes e museus, não é assim?)

Isso é que são números redondos!





















Falarei mais sobre tudo isto brevemente :)


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Quando alguém nos diz que está cansado...

Quando alguém (geralmente sem filhos) me diz que está super cansado/a porque teve uma grande insónia nessa noite... dá-me vontade de rir histericamente.
Assim... de modo louco. E maníaco. Tipo Joker, sabem?
Faço-o mentalmente, mas por fora mostro a minha poker face e tento fazer um ar condoído. Tenho compaixão pela pessoa sim, claro. Ninguém gosta de não conseguir dormir.
Tento mesmo não ser condescendente ou ter a mania que tenho filhos e que isso só por si me dá a sabedoria única do que é não poder dormir dias a fio (ou meses até, ou anos!). Mas caramba... a verdade é que isso me dá esse direito sim.  Tenham dó. Sabem lá o que é quererem dormir e não poderem. Não é não CONSEGUEM, é NÃO VOS DEIXAREM dormir.

Vamos a uma história?

Este fim de semana ia ser de arromba, de festa. Depois como ia estar sol íamos dar muitos passeios. Mas como ter filhos significa uma vida cheia de surpresas e mudanças de planos, a coisa não foi bem assim :P

Ora resumindo: ficámos em casa 3 dias e sem dormir uma única noite!

Imaginemos:

O vosso filho mais novo faz anos. Passam o dia a comprar comida e preparar coisas para a festa no dia a seguir. Deitam-se optimistas e a pensar como a vida é bela. Lá pela 1h da manhã a vida deixa de ser assim tão bela quando o vosso pimpolho parece tossir uma tosse estranha e desata a chorar logo a seguir. Voam até lá e a cama está toda vomitada. Depois de o tentarem acalmar, ele vomita tudo e mais alguma coisa. Em cima de vocês, do chão, e de onde houver mais para vomitar. Limpam, consolam, tentam adormecê-lo. E ele até adormece. Vocês é que não.
Passada 1h, nova vomitadela. Mais 2h de semi-sono. Mais nova vomitadela.
Perto das 5h da manhã ele chora, quer ir para ao pé do papá, mas mal percebe que afinal vai ter de dormir (mesmo que seja ao pé dele) desata a berrar e lembra-se que tem fome. Quer o "titinho" e berra até mais não. Em plena discordância lá damos (a medo confesso) o leite para a cria se calar. Pode ser que acalme, que não vomite, e que durma. Mas não. Bebe e vomita logo a seguir a acabar e chorar por mais. Queremos acalmá-lo mas está difícil. O irmão é acordado às 7h com tanto choro...

O dia segue.
O rapaz mais novo vomita até a água que se lhe dá. Cancelamos a festa. Mas embora os amigos e os filhos deles não venham decidimos que a família próxima vem na mesma, já agora tentar comemorar um bocado, o rapaz também merece! (e temos carradas de comida!)
E passamos um bom momento! De paz, risos, conversa e hamornia. O miúdo alterna entre o mimo, o cansaço e a animação. Quando as pessoas se vão embora resolvemos que o melhor é dar uma saltada ao hospital. A febre não baixou muito e nada entra naquela boca. Felizmente a visita é curta, o hospital não tem muita gente, e é oficial - virose gastrointestinal. Nessa noite volta a vomitar (tinha comido 3 bolachas no hospital, aliciado por outro miúdo que parecia uma trituradora a comer bolachas). Nova limpeza, novos lençóis. Nova choradeira despegada de madrugada que já não deixa mais ninguém dormir.

O dia passa e nada entra na boca do rapaz. Começam a ver-se os ossos, está magrinho e estou preocupada. Mas não vomita e a febre começa a baixar.
De domingo para segunda respiramos fundo. O pequenino vai ter de ficar em casa, mas ao menos vamos poder dormir descansados essa noite, sem vomitanços. Estamos nas últimas e já não aguentamos muito mais.

Mas...

Isso pensávamos nós!!

Às 3h da manhã o mais velho começa a chorar.
Raios partam, penso eu! Que raio de pesadelo teve ele agora??!!! Nãoooooo... hoje não!!! 
O pai vai lá. Volta a dizer que ele se sente enjoado e que lhe dói a garganta. Ficamos na dúvida. A palavra enjoado não é boa. A "dor de garganta" já é comum quando quer que lhe demos atenção. Tentamos convencê-lo a dormir. Sem grandes resultados. Quer que eu durma com ele. Mas não dá.
Mas vamos ao que interessa. Resumindo: minutos mais tarde desata a vomitar. Vomita o nosso colchão, a parede e o tapete...
Nem conseguimos acreditar...

Passando à frente: no dia a seguir estamos assim: mãe em casa com os 2 filhotes doentes. No dia a seguir a esse está o pai com eles. E a melhor ainda: no dia a seguir a esses está o pai doente em casa!!!!

Xiça que estou contente por estarmos quase num novo fim de semana! É desta que vamos passear e gozar o bom tempo!

E quem voltar a dizer-me que está de rastos porque nessa noite teve uma insónia... Aiiii!!! SEGUREM-ME!!

:p

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mudanças de luzes (do M.)

Não sei o que é que se passou, mas num período de poucos meses o M. decidiu que ia ser um menino crescido. De um dia para o outro deu a preciosa almofadinha dele (que tinha na cama desde bebé) ao irmão; há 2 dias não quis mais o ratinho (aquele azul do IKEA que dá luz) à noite; e ontem nem ratinho, nem "luzinhas" (uma tomada fluorescente que teve no quarto para o desparecimento do ratinho não ser tão drástico). Desde ontem que dorme às escuras!!! (o que me dificulta a tarefa de ir lá vê-lo antes de me deitar, mas bom, eu cá me amanho). Deve ser o fenómeno 6 anos!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O primeiro dia do 1º ciclo

E chegámos ao fim do primeiro dia da vida dele.
E das nossas.
O M. começou hoje a escola "a sério".

Ele estava bem. Nada surpreendido por só ter ficado com 5 meninos/as da turma anterior. Nada impressionado por já não conseguir estar a toda a hora com os outros amigos. Nada intimidado com a nova professora. Super à vontade com as novas rotinas que se vão seguir (embora ainda não tenha passado por elas, ou seja, agora ainda é fácil!). Excitado até, mas com moderação, com as novas responsabilidades.

Eu por outro lado...
Passo o dia ansiosa. Ansiosa por saber como tinha sido, dado que não pude ir lá. Se sempre tinha ficado na turma que lhe tinham atribuído. Se a professora era simpática. Se conheceria ele o resto dos meninos da nova turma. Preocupada com mais um ano em que é dos primeiros a chegar e dos últimos a sair. Preocupada por saber novas informações. Enfim... ansiosa por acertar as agulhas todas destes inícios de ano sempre algo confusos.

O P. na mesma. Está na escola que nem um rei. Corre para mim todo contente quando o vou buscar. Quer colo, quer abraços, quer mimo e atenção. Um fofo.

Mal entra no carro começa a impaciência do fim do dia. Pede incessantemente uma bolacha e enquanto não lhe passo uma para a mão não se cala. Resmunga, choraminga, acaba a bolacha e quer outra. Em casa enquanto janta é o filme de sempre. O filme contemporâneo chamado "Estou quase a fazer dois anos e sei o que quero, sou independente". Recusa-se a comer. Vira a cara para o lado. Lá vai comendo umas garfadas de sopa e prato principal misturadas porque finalmente me rendi e liguei a televisão para ele ver o Panda e comer sem dramas. Vê o Panda mas não come calmamente, excepto em alguns bocados. Agora já não quer o Panda. Quer o Pocoyo. Estica-se na cadeira, só não cai porque está preso. Quer tudo e não quer nada. A tudo o que lhe dizemos a resposta é "Nãoooooo".

Reconheço: está podre de sono.
Reconheço também: estou podre de cansaço e sem paciência.
Mas respiro fundo umas dez vezes em várias ocasiões porque sei bem que quando me descontrolo descontrola-se tudo. E preciso de calma, muita calma para que tudo corra bem e finalmente os dois miúdos se deitem rapidamente.

Os dois caiem na cama e dormem quase instantaneamente. E nem são nove da noite ainda.
Eu caio no sofá e tento ter dois minutos de silêncio e paz antes de recomeçarmos as lides a que já nos tínhamos desabituado: preparar a lancheira do dia a seguir do M.

Sobrevivemos!
Um dia de cada vez.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Um bom dia

Ontem foi um bom dia.

Foi daqueles dias em que acordo algo ansiosa. Está tudo mole e, incrivelmente, acordamos mais tarde (8h30 conta?) com uma data de coisas ainda para despachar antes de sairmos. Com 2 miúdos há sempre uma quantidade incrível de tralha que temos de levar mesmo quando vamos só passar 1 dia (!) fora. Mas ontem era também o dia em que íamos deixar o M. com os outros avós. E eles não estão mesmo aqui ao lado. A praia é outra, as rotinas são outras.
A roupa e brinquedos estão prontos.

O P. guincha de excitação por ter o irmão perto novamente, só quer brincadeira. Mal ele sabe que no final do dia voltamos só nós os 3, os trabalhadores. Dois para o emprego, um para a creche. É só mais uma semana... Talvez para o ano já dê para irem os 2 irmãos (o P. mais crescido e fácil de gerir) para estas mini-férias. Talvez.

O M. mal consegue esconder a felicidade de irmos para lá os quatro. Acho que gosta das férias com os avós (do meu lado e do lado do T.) mas gosta ainda mais quando estamos por perto. Porque somos os pais, porque se sente mais seguro, porque gosta de exibir as suas conquistas (seja dos Legos, seja das habilidades na piscina), porque sim. Somos o seu núcleo duro.

Eu estou ansiosa em deixá-lo lá, embora saiba que é bom para ele. Férias de nós, tempo de brincadeira com os avós, ter outras pessoas a tomar conta dele. Também estou ansiosa porque hoje vão estar concentradas muitas pessoas numa casa pequena e sei a barulheira que vai ser. E sei que o P. não adormece facilmente e Meu Deus como vai ser adormecer com panelas a bater, portas idem, conversas altas, etc.

Por outro lado, tento conter-me nas aflições. Ando melhor nesta parte ultimamente (acho eu). O treino mental (que afecta decididamente a parte física, da nervoseira e afins) é uma coisa fantástica. E eu tenho-me treinado para relativizar tudo na vida. A vida é boa e há que saber vivê-la. O miúdo fica bem na mesma se um dia dorme menos. A excitação vai compensar as birras de sono.

Assim a contrabalançar a ansiedade, sinto-me invadida de uma calma estranha. Estamos todos no carro finalmente (depois dos streks de última hora) e os miúdos estão contentes, o T. sorridente e tudo pronto a ir. Cantamos no carro, vamos decididos a ter um bom dia.

E o dia corre com muita conversa e rebuliço! Com o P. a andar atrás dos gatos e comigo a andar atrás dele para ver se não apanha nenhuma arranhadela e se não se espeta no chão novamente (no dia anterior caiu no quintal e ficou com uma das pernas num estado lastimável!), comigo a dar um olho - entre conversas com terceiros - ao P. que está com mais alguém da família mas que mesmo assim precisa de todos os pares de olhos possíveis.

O M. vai variando o seu tempo entre os seus amados Legos e o ir ter com o P. e os gatos (é um querido, lá vai tomando conta do irmão como sabe e pode). E vamos para a piscina e constato que tenho efectivamente 2 peixinhos na família! O peixe grande que quer estar horas na água a nadar, a dar mergulhos, a pendurar-se na prancha insuflável, etc e o peixinho pequeno que quer estar na água também, mesmo quando está a bater o dente literalmente há 30 minutos. Também ele "nada" e quer que o levemos de um lado para o outro, quer atirar água ao irmão, etc. Também ele se descabela todo quando decidimos que é hora de sair da água, o M. ainda lá está e ele quer lá estar também. Grita, esperneia, chora desconsolado.

À tarde voltamos a repetir a dose: piscina, muita brincadeira na água, alguns pirulitos engolidos, birras, gargalhadas. Ah e o P. lá dormiu a sesta com o pai (ele gosta e o pai também!) entre grande barulheira, e lá se almoçou e conversou.

Chegam as despedidas.
"Por favor metam-lhe sempre creme protetor no corpo todo, olhem que ele hoje apanhou um pequeno escaldão na zona do pescoço!"
"E não se esqueçam de lhe por sempre o boné."
"E têm de o lembrar de fazer xixi, ele nunca se lembra, fica até à última."
"E cuidado com este mar que não é de fiar, ele só pode ficar na beira da água."
"E cuidado com os saltos e correrias na piscina, não vá cair e aleijar-se."
"E ele que vá bebendo água que não bebe nenhuma."
"E é para deitar cedo!" (acho que esta já semi-desisti)

Eu sei que sou chata, vá. Mas é o my precious, o meu pintainho. Buóc!!

E depois estamos de volta a casa. Um calor de morrer, o ar a sufocar quando entramos. O P. deita-se mais tarde do que é costume mas não demora muito a adormecer (de manhã só esfregava os olhos e quando lhe pergunto se tem soninho diz do modo mais fofo possível: Xim!)

Deitamo-nos derreados. Tento esquecer aquela ansiedade (pequenina, lá no fundo) de ter o pintainho mais velho longe. Mas sei que ele ficará bem e ainda mais animado quando vier o padrinho. E mentalmente torno a agradecer à minha mãe e aos meus sogros a preciosa ajuda de nos ajudarem com o M. nesta altura. Não estamos nós de férias, mas quase que as conseguimos tocar. Ter um bebé em casa não é nada comprado a ter 2 crianças juntas em grande algazarra. O P. vai dormir e de repente parece que estamos de férias, mas daquelas mesmo de descanso a sério (e tanto que precisamos dele...). Silêncio. Por vezes surge aquela semi-liberdade repentina de "E se eu fosse buscar um sushi para nós os dois?". Ou estamos juntos ou estamos cada um para seu lado, nas suas coisas. Mas estamos ali a gozar aquele tempo só para nós. Parece que estamos de férias. E agradeço por isso.

 Lá que foi um dia bom, foi.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

"Mãe..."

"...posso falar com o mano?"

Esta amoleceu-me o coração e encheu-me de orgulho pela relação próxima que estão a criar.

(M. de férias em casa da avó, ao telefone comigo). Eu com o coração bem pequenino por irem estar uns tempos separados nas férias, mas o que tem de ser tem muita força.

Depois claro... No dia seguinte, telefonei para que pudessem falar de novo. Já não quis, tinha outras coisas que fazer, não lhe apetecia. Grrrr...
Ai vida... crianças serão sempre crianças.

E o M. fez 6 anos!

E o meu bebé crescido lá fez 6 anos. Para ele a idade da emancipação! Para mim a idade em que de repente já vai entrar na escola "a sério" e onde vai ter TPC's todos os dias (que já só de pensar me deixa os cabelos em pé) ahahahaha

O meu crescido teve um dia em cheio! De manhã foi com o pai passear e aventurar-se no Castelo dos Mouros em Sintra. Depois almoçámos todos juntos e a tarde foi a preparar a festa do dia seguinte. O P. ficou em êxtase quando nos viu todos juntos a entrar escola adentro para o ir buscar, é raro, mas muito bom! :)

A festa foi um êxito! Lutámos inicialmente para conseguir domar uns quantos manfios de 6 anos completamente descontrolados pela novidade de estar na casa do M., e de ver um espaço e brinquedos novos. Mas lá conseguimos e eles divertiram-se à brava que era o que se queria! Foi tudo à mistura: amigos nossos, amigos do M. e família. Foi caótico, divertido, e no fim aquela sensação de ficarmos cheios, de ter sido um dia em cheio!

Meu docinho crescido:
Aproveita estes tempo de brincadeira e de aprender coisas novas. És alegre, positivo, adoras aprender e saber fazer as coisas bem. Continua assim. És um miúdo calmo e doce, agora com aqueles pozinhos de parvoíce adicionados, próprios da tua idade, que tanto nos fazem rir. És divertido e meigo, teimoso e melodramático. És o meu filhote lindo e adoro-te! Muitos parabéns!! Que a vida te sorria sempre!
Luv UUUUUUU!

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A tragicomédia da novela Hilary/Trump

Meus filhos (sim, vocês: P. e M. que um dia lerão isto, espero),

Que Deus nos livre de uns EUA governados por um Trump. Que Ele ilumine estes pacóvios que dizem agora que se não é o Bernie Sanders então vão votar no Trampa. Opa... a sério? Mas esta malta existe?

Meus filhos, que um dia em que leiam isto a História do mundo tenha mudado o seu rumo atual (caótico, paranóico, extremista, racista, violento, etc) para um mundo mais pacífico, em que todos aceitemos as nossas diferenças e queiramos rumar para uma civilização mais digna das vossas almas puras, genuínas, sem preconceitos e inocentes.

Rezo para que consigam viver num mundo, embora não perfeito, aceitável.
É que isto hoje em dia está por demais...

Bjs e até já!

https://www.publico.pt/mundo/noticia/hillary-clinton-faz-historia-e-ganha-um-guardacostas-chamado-bernie-sanders-1739527

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2015/07/hollande-diz-que-franca-conseguiu-impedir-varios-atentados-nesta-semana.html


Momento profundo do dia...



segunda-feira, 18 de julho de 2016

Na hora de ir jantar...

... o P., que começa a comer antes de nós todos, está a brincar. Chamo-o. Oiço os seus passos apressados a vir ter comigo curioso. Digo-lhe que vamos comer. Imediatamente apressa-se a fugir. Continuo o que estou a fazer, finalizo o prato dele e espreito o que está a fazer. Volto a chamar "Vamos P., vamos lavar as mãos!". Ri-se safado e vai a correr para algum canto (em parte à espera que eu vá atrás dele). Mas o T. encontrou a solução: "P. vamos comer, anda, vem comer tomate!". E aí vem a toda a velocidade, e até pede para subir à cadeira. 
Vendido.


P.  - 22 meses.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Campeões europeus em 2016

O ano em que Portugal triunfou!
(no desporto! agora só falta o resto, vá força aí pessoal! esta serve de inspiração! Mesmo quando as coisas pareciam ir de mal a pior, não é que deram a volta e saíram por cima? Um exemplo! Perseverança e acreditar!)














quinta-feira, 7 de julho de 2016

Amoleci...

... quando no outro dia estava na cozinha com os 2 pimpolhos. Grande algazarra como de costume, um mata o outro esfola. A certa altura dei umas beijocas ao M. e o P. ficou a olhar muito sério. Sorri divertida e disse: "o que foi fofo? também queres umas beijocas? anda cá que eu dou muito mimo ao meu bebé" enquanto o beijocava também.
Depois disse ao M. (tento sempre que ele perceba que todo o mimo que dou ao mano, dei-lhe também a ele, não quero que tenha ciúmes e acho que não tem, acho que é um puto "bem resolvido"): "Quando eras assim bebé também te dava tantos, mas tantos mimos...". Ao que ele respondeu: "Eu sei. Porque os mimos fazem os bebés crescer." Amoleci. "Pois é, os mimos, assim como os alimentos, a água, etc... ajudam os bebés a crescer melhor. Quem te disse isso?". "Tu, há tempos."
:)



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Conversas noturnas com o P.

À noite, às escuras, com aquela coisa fofa no colo, numa troca de mimos, a tentar ver se o convenço a ir para a cama sozinho...
- Papááá!!!
- Chiuuu... tá a fazer ó-ó
- Yo-yo!!!
- Chhh... tá a fazer ó-ó
- Vóvóóóóó!!
- ... tá a fazer ó-ó...
- Vóóóóó!?
- ... sim, está na casa dela...
- Ó-ó!
- Sim, a fazer ó-ó.
- Nheia! (a educadora, descubram o nome se quiserem hehe)
- Está a fazer ó-ó...
- Mamã!!!!
- Estou aqui a fazer ó-ó...
- Bebé!!
- Está aqui com a mamã a fazer ó-ó!
- Nhãoooooooooooooo!!
- E o bebé P. daqui a nada também vai fazer ó-ó na caminha dele.
- - Nhãaaaaaaaaaaaaooooo.


:)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O Brian

E o Brian morreu hoje. Mais um menino que vai embora por causa do maldito cancro.Todos ajudam, todos colocam dinheiro na conta. No fim de nada vale. Ameniza os custos dos tratamentos, mas não os salva da dor ou da morte. Fico descrente em Deus e no destino. Porque raio nasce uma criança para depois isto acontecer? Não me esqueço das fotografias do miúdo. Cabeça rapada e o olhar... triste, muito triste, vazio, zangado, incomodado com a dor, com o mau estar permanente. Lembro-me de um vídeo em particular: a mãe tenta dar-lhe um xarope líquido (alguma droga que tem de tomar regularmente, parte do tratamento). A mãe fala com ligeireza, tenta amenizar a situação, tentar animar o filho. Não imagino o que sente ao vê-lo constantemente naquele estado. Que injustiça que deve sentir... Ele chora, não quer tomar, toma a custo. Tem lágrimas a correr pela cara.

Tanto sofrimento.

As crianças não deviam morrer.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Como nascem os bebés

E chegou finalmente a conversa. Em modo light e sem grandes sobressaltos (a não ser no meu coração, com receio de dizer algo muito forte ou gráfico).
Na cama, ao adormecer, eu em modo mimos, ele aninhado, embrenhado naqueles vários pensamentos que tem e que lhe saem antes de adormecer:
- Ó mãe, como é que os médicos tiram os bebés das barrigas das mães? como é que eles saem?
- Hum... bom... é assim: pode ser de duas maneiras: ou saem pela barriga das mães: os médicos dão um corte pequenino na barriga e tiram de lá o bebé (e depois voltam a coser, é uma operação), ou saem pelo pipi...
- Humm... mas como é que saem pelo pipi?
- Os bebés quando nascem são mesmo muito pequeninos e então conseguem sair por aí. Quando já está na altura os médicos vão lá e puxam o bebé cá para fora.
- Mas e quando cortam a barriga... como é que não dói??
- Não dói porque os médicos antes dão uma pica, uma espécie de vacina, que faz com que não doa.
- E quando tiram os bebés pelo pipi... usam luvas? (e começa a escangalhar-se a rir!!!!)
- Sim... (estou curiosa com o que aí vem)
- Que é para não ficarem cheios de xixi nas mãos.... ahahahahahahaahah (não consegue parar de rir lol Pronto, tinha de vir a conversa do xixi.)
- Lol, não é por causa disso. É por causa de estar tudo limpinho para o bebé e para a mãe. Têm as mãos bem lavadas e usam luvas.
- Ah está bem...

E pronto, assim foi a primeira conversa mais explícita sobre como nascem os bebés, aos quase 6 anos de idade. A primeira tinha sido pelos 3 anos (estava eu grávida do P.) e na altura teve direito a uma explicação muito vaga sobre os médicos. "Ah tiram com ferramentas o bebé da barriga?". E eu "sim, é isso mesmo!", isto numa altura em que ele andava vidrado com uma caixa de ferramentas de brincar.

Estou ansiosa pelas próximas perguntas :) Imagino as conversas que vão pelo pátio da escola.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

E aindaaaa mais conversas do M.

Depois de ler a história sobre os cavalinhos das cores que eram a mistura das cores dos pais, antes de deitar:
M.: E o cavalinho era cinzento porque era a mistura do pai preto e da mãe branca.
Eu: Isso mesmo. E os outros cavalos a mesma coisa.
M.: E o cavalo laranja era a mistura do pai vermelho e da mãe amarela.
Eu: Exacto.
M.: Então eu sou a mistura de ti e do papá.
Eu: Sim! Todos os meninos ou animais são o resultado da mistura dos pais.
M.: Pois... E o mano é a mistura de ti, do papá e de mim!!
lollll Adorei o raciocínio :)
Eu: Não. O mano é também a mistura de mim e do papá. Por isso é que vocês são irmãos. Porque são ambos a mistura de nós os dois.
M.: Então nós somos iguais!!
Eu: Não são iguais, mas são muito muito muito parecidos!
M.: Ok.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

E mais conversas ainda

- Porque é que amanhã não podes ir ver o corta-mato que vou fazer na escola?
- Porque tenho de ir trabalhar...
- Mas há lá pais a verem...
- Mas eles nesse dia devem poder. O pai não está cá e a mãe amanhã não pode amorzinho, não posso sair do trabalho.
- O ano passado foste ver!
- Deve ter calhado numa altura em que pude, por alguma razão.
- Eu gostava que visses...
 - Eu também meu amor, ia adorar, a sério que ia...

(Estas são as conversas que me matam.)


P.s. Quando chegou a casa à noite e lhe perguntei sobre o evento, contou-me que tinha ficado em terceiro lugar. So proud! :)


M. com 5 anos, quaseeeeee 6.

terça-feira, 31 de maio de 2016

E mais conversas

- Mãe, sabias que eu tenho pelos no bigode?
- É porque já estás a ficar crescido.
- Pois é!! muito grande.
- Os meninos quando começam a ficar grandes começam a ter mais pelos, é porque estão a tornar-se homens.
- O L. ainda não tem muitos. O M. já tem.
- Pois, todos a seu tempo lá irão chegar.
- Mas sabes que a L. disse que havia mulheres que também têm bigode!!!!
- (lol) Então, todos nós temos pelos, mas geralmente os homens têm mais do que as mulheres.
- Mas ela disse que algumas tinham barbaaaaa!!!!!
- (lol) humm... é porque às vezes isso acontece...
- Mas porque é que acontece?
- Er... bom... por causa das hormonas.
- O que é isso?
Ai a m... como me safo disto agora...
- Bom, isso são coisas que estão no nosso corpo, que não se conseguem ver, e que ajudam a definir as meninas e os meninos... Mas às vezes acontece as meninas terem muitos pelos, outras vezes são os meninos que têm poucos pelos. Há de tudo. É como aquilo de que te falava no outro dia: por vezes há meninos/as que nascem sem uma mão, ou com alguma coisa diferente. Todos somos diferentes por umas razões ou por outras...
- Pois, pois...

M. com 5 anos, quaseeeeee 6.

Conversas

- Mãe, tu sabes fazer sexy?
Oi??? Como assim? Ai tu queres ver...?
- O que é que é para ti fazer sexy?
- Então... não sei bem... é dar murros e puns, coisas assim.
Estou a ver que o 50 Shades of Grey já chegou aos miúdos numa versão mais apurada e muito interessante de sadomaso. Aahahahahahaha

M. com 5 anos, quaseeeeee 6.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Manhattan Night

Mais um daqueles filmes mesmo mesmo bons. Que grande filme. Desconhecido, pelo menos eu não fazia ideia da sua existência, mas muito bom... porque é completamente marado. Que história!
Deixo-vos aqui o link do IMDB
Começa com música e estilo filme categoria B. Mas tem uma trama curiosa que evolui para algo fantasticamente estranho, psicótico, delicioso e decadente (para quem gosta do género é preciso fazer notar).
Querem uma boa surpresa? Vejam o filme.
(ah e não liguem demasiado às cenas de sexy que se vêm no trailer, isso é só para vender, esta história é muito mais do que isso.)


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Paletes de roupa!

Sempre ouvi dizer que 1 filho é um filho, mas que 2 equivalem a 20 (incluindo na roupa)! E caneco!! Não é que é mesmo isso? Para além da trabalheira toda, não consigo perceber como é que desde que o P. nasceu, as máquinas da roupa literalmente duplicaram!! Dantes era a máquina da roupa escura e máquina da roupa branca. Agora é máquina da roupa escura mais imediata (meias, cuecas, farda do M. da escola, camisolas várias nossas, jeans, etc etc) + máquina da roupa branca (mil toalhas que gastamos nem sei bem como, os lençóis das camas de todos e algumas roupas claras) + máquinas de roupa clara de mais roupa ainda que não sei como se sujou no final da semana + máquina de roupa de tudo e mais alguma coisa (incluindo às vezes tapetes e coisas dessas). Passamos o fds a lavar roupa. E depois passo o resto da semana a olhar para as cadeiras da sala a abarrotar da roupa para passar.

Não me lembro da última vez que vi a sala sem tralha em cima das cadeiras! Ah já sei, lembro sim, foi no Dia da Mãe que em fizemos um almoço lá em casa, e para não parecer mal (e porque as pessoas tinham mesmo de se sentar!) tirámos tudo para o nosso quarto. Não há pachorra para tanta roupa... Assim que passamos uma parte e parece que estamos libertos.. zás... nova roupa tirada do estendal para passar... Jesus... mas de onde vêm estes kg todos de roupa??

Quero uma empregada!!!!

terça-feira, 17 de maio de 2016

E já está!

É oficial.
20 meses de P.
Desde há 1 semana que já consegue abrir portas e já não há sossego.
Cancelas instaladas logo no dia a seguir lol

quinta-feira, 12 de maio de 2016

50 Shades of Grey

Já vos disse que vi há umas semanas, finalmente!, o 50 Shades of Grey?
















Devia ter as minhas expectativas tão baixas, depois de tudo o que se disse, mas tão baixas mesmo, que... até achei o filme fofinho. Ahahah! Aquilo... pronto... era um romance... com umas cenas mais picantes lá pelo meio, mas nada de bradar aos céus (no bom ou no mau sentido).
Ah e também achei que tinha uns salpicos de comédia. Pelo menos sempre que a moça mordia os lábios eu partia-me a rir. Deu-me para isso, o que se vai fazer... Imaginava o realizador a gritar-lhe "e agora... morde os lábios pá! Morde!! MOR-DEEE!!". Ele olhava para ela e zás: ela mordia o lábio. Ela imaginava qualquer coisa com ele e zás, mordia o lábio. Ela ia de encontro ao elevador e zás... mordia o lábio. (lol pronto, aqui exagerei, isso nunca aconteceu, mas talvez tenha acontecido ela ver o sofá dele e zás... morder o lábio) Ahahahaha!
Ou seja, deu para rir, foi giro ver algumas pequenas coisas de sadomaso, e no fim eu só pensava "Vai atrás dela, vai atrás delaaaaaaaaaaaaaaa!!!". (a minha veia romântica está sempre lá).
50 Shades - check! visto! done.

p.s. Ah, mas devo dizer que ela estava perfeita no seu papel, já há muito que não via uma atriz com um ar tão inocente.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

E o "romance" continua...

Mais uma noite em que vais gemendo, já nem sei porquê. Estás a tomar antibiótico... Não está a funcionar? dá-te assim tanta má disposição? Numa noite não te deixo vestido com tanta roupa, "deve ter calor". Na outra volto a vestir-te mais, "se calhar tem frio". Na outra ainda ponho-te um gel nas gengivas, "são os 2 dentes que estão agora a nascer". E as noites sucedem-se, os gemidos, o desconforto, e com isso a minha preocupação, as voltas na cama. E hoje acordas sem a tua boa disposição matinal. Resmungas, choramingas, passas do estado alegre ao da choradeira, queixas-te de qualquer coisa que não sei o que é. Não te compreendo. Queria tanto que me dissesses o que se passa.
Vejo o teu desconforto, na escola também vêem o teu desconforto. Mas continuas sem febre. Mas continuas queixoso.
Deixo-te na creche com o coração feito em mil pedaços e a bater forte. Olhas para mim resignado, já nem choras, já sabes que não volto atrás, já sabes que te deixo ali e só volto mais tarde, bem que podes chorar que não adianta. Ainda tenho na minha mente o teu olhar pálido, quase sem expressão, resignado. Estas obrigações do ter de ir trabalhar no matter what deviam ser abolidas. Ninguém devia ter de abandonar os filhos quando se sabe que eles não estão bem, não há sentimento pior. Devíamos poder dizer (e fazer): hoje fico em casa porque a minha criança precisa de mim. Ontem quando o fui buscar ficou como novo, estava contente, no carro "falava" comigo, às vezes também acho que tem saudades. Mas depois da euforia do vieste buscar-me! lá volta a choradeira sem razão aparente, as queixas. E fico eu "rezingona", com menos paciência para o M. (esta semana anda um bocado negligenciado...), irritada com o T.
Diz-me o que tens batatinha fofo, que esta incógnita está a matar-me...

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os sorrisos matinais

Escrevo isto porque reparo que o teu irmão também fazia o mesmo quando era pequeno.

Meu querido P., fico sempre aliviada, surpresa, agradecida e apaziguada, quando, depois de uma má noite (praticamente sem dormir), com choradeiras à mistura ou incomodações visíveis, te vou acordar. Ainda dormes, cansado da azáfama nocturna, mas quando te chamo docemente, só te vejo a levantar a cabecita linda e a sorrires para mim. Umas vezes levantas logo os braços para saíres dali, outras rebolas na cama com sono, mas já com um sorriso maroto.
Sei que me adoras ver de manhã. É um sentimento mútuo. És o meu bebé e aqueces-me o coração quando te vejo. Ver que acordas bem disposto acalma o meu ser cansado. Penso sempre que tudo vale a pena perante a tua boa disposição matinal. Meu amorzinho fofo, és o maior!

"A Aldeia Quase Perfeita"

A ver meus caros/as :)

Muito, muito giro! Mais um filme que comprova que o cinema francês é dos melhores que anda por aí. Este é uma comédia muito boa!
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/347649_uma-aldeia-quase-perfeita




sexta-feira, 6 de maio de 2016

O Mosquito! (e otites)

(ai vida... não... não me digas que tenho outro filho paranóico com mosquitos)

E pronto. Após 5 dias de tosse constante, diurna e nocturna, após toda a gente a dormir 1 na escala de 1 a 5, eis que esta noite o P. nos deu o golpe de misericórdia. E não tossiu uma única vez!!
Mas acordou umas 4x a chorar baba e ranho. Não acalmava e sempre que eu ia lá era bracitos no ar imediatamente. Acalmava logo no colo... 20 ou 30 minutos ali, cama. Daí a 1h... buáááaááá!!! My God... Foi duro. Demos biberão, não queria! Deixámos chorar um bocado, não acalmava. Dávamos colo...acalmava, mas voltava a berrar passado um tempo.
A certa altura, enquanto o acalmava sentada no cadeirão, ouvi um mosquito! E fez-se luz! E pensei: Oh nãoooooooooooooooooo!!! Desejo sinceramente que este circo de hoje não se repita com a mosquitada que aí vem com o tempo húmido e quente. Seria giro seria. O mais velho já acalmou com os pesadelos dos mosquitos, era só o que faltava que este fosse igual!
Ou seja, hoje vou já à Chicco comprar, a correr, aqueles ultra-sons contra os mosquitos!
É que é já!!

UPDATE (passados 2 dias)
Não, não era um mosquito... era uma bela otite a instalar-se num ouvido!! Mas foi apanhada a tempo e, embora medicado, já está na escola. Em vez de me queixar vou só dizer que fico contente por ter passado 3 meses sem qq otite, a média já está a melhorar. Também devo dizer que tinha um feeling que algo iria acontecer dado que ele está com 2 dentolas a sair há imenso tempo.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O senhor Fernando

O senhor Fernando, chamemos-lhe assim, trabalha aqui mesmo ao lado há uns 4 meses. Cabelo todo branco, simpático, calmo, atento ao que se passa à sua volta. Precisa de tirar os óculos para ler coisas no telemóvel, tem alergias, escreve no seu computador com a cabeça quase colada a este, é culto e cordial. Passado uns tempos da sua vinda, fiquei a saber que lhe tinha morrida a esposa (!).
E... pasmem-se, só tinha passado 1 mês desde essa fatalidade.
Fiquei surpresa e admirada pela sua presença de espírito: decidido a não ficar em casa deprimido, veio trabalhar para aqui, ao pé de nós. Não está cá todos os dias, mas quando está, dá gosto. Faz-me alguma companhia e pelos vistos eu a ele. Sempre que me apanha sozinha lá vão 2 ou 3 dedos de conversa. Conversas simples sobre coisas simples.
Aqui há tempos disse-me "Sabe...desculpe estar a interrompê-la... mas sabe... humm... faz hoje 3 meses que a minha esposa faleceu...". Gaguejei enternecida. O que dizer face a isto? O que dizer a um homem mais velho, com bem mais experiência de vida do que eu (que fujo da ideia da Morte como do Diabo) e cujo amor desapareceu há tão pouco tempo? Sou péssima nestas coisas. Mesmo. Na altura o que me saiu foi um "Lamento..." meio triste meio não sei bem o que dizer, alguém me acuda. E fui sincera "Não sei o que lhe hei de dizer...desculpe." E ele respondeu-me uma coisa tão verdadeira... "Não faz mal. Já está a ouvir e isso é bom."
Apeteceu-me abraçá-lo e dizer aqueles clichés de que tudo vai melhorar. Mas nem tenho à vontade para isso, nem queria vê-lo a chorar (bem sei o poder de uma mão no ombro ou de um abraço quando estamos vulneráveis). E... que sei eu sobre isso? Eu que me fechei sempre em copas quando os meus avós morreram, que não consigo lidar nada bem com a Morte. Eu que FELIZMENTE ainda tenho pais, tenho o meu companheiro comigo, tenho os meus lindos filhos, tenho os amigos todos vivos. Todos de boa saúde.
Ontem, sozinhos, voltou a virar-se para mim. "Sabe, a minha esposa faleceu faz hoje 4 meses."
O meu coração ficou mais uma vez pequenino e bateu com força. Que digo agora? Pergunto se está a custar muito? Claro que sim. Óbvio. Sei que está sozinho em casa, tem o filho e o neto longe.
Resolvi então encher-me de coragem e perguntei-lhe de que tinha falecido a esposa. Foi o melhor que fiz. Falou sobre os problemas de saúde dela, que já vinham de nascença e que com a idade tinham deteriorado o corpo. Mostrou-me a fotografia de uma linda senhora, elegante e composta. Falou-me dela. Falou-me do filho. Vi fotografias do neto. Partilhou mais um bocadinho da sua vida. Não partilhei a minha, aquele momento era dele.
Em jeito de conclusão disse-me "Enfim... é assim a vida". Respondi algo como "É como se diz por aí... o melhor é aproveitarmos todos os bocados bons do dia a dia, não é?". "É isso mesmo" respondeu-me pensativo. "É isso mesmo."
Quando mais tarde saíamos do escritório, não soube bem o que lhe dizer . Tenha o resto de um bom dia? Eu sabia que ele estava a ter um mau dia, um dia triste. Então disse-lhe uma coisa um bocado parva. "Até amanhã... Sr. Fernado...humm... lamento... os meus sentimentos." como se a esposa tivesse acabado de falecer.
Sei lá. Continuo, nos meus quase 40 anos, sem saber bem o que se diz a alguém que perdeu quem ama. Que frase tão idiota. Desculpe-me Sr. Fernando. Cá nos vemos amanhã.

Sofrer por beleza? Nahhhh.

Bom artigo aqui. Ora leiam!

Gostei muito da rima no final :)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Madona?

Este não é o melhor ângulo que já vimos da cantora, pois não? Moça...já tens idade para teres juízo, não estás num concerto teu. :P


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dia da Mãe

E foi mais um lindo dia (e cheio!) em família, com as mães.
Parabéns mães! Mães nossas e mães de todos os outros pelo mundo fora.
Parabéns especialmente à minha linda mãe, obrigada pela paciência, carinho, amor e educação! És obviamente a melhor mãe do mundo!
E parabéns a mim que passo por mais um ano como mamã (a palavra que mais oiço quando estou com os meu filhotes).
Obrigada minhas pulgas por me fazerem infinitamente feliz, cansada e passada às vezes (ahahaahah) :P Obrigada por me fazerem ver a vida por outro prisma (desde que o primeiro nasceu). E por me mostrarem como as crianças são tão diferentes umas das outras (desde que o segundo nasceu). Por me fazerem ver como se experimenta o mundo com novos olhos e me fazerem viver de novo por causa disso. Um beijoca bem melosa (aliás 1000) daqui da vossa mãe-galinha!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O dia em que me ia matando!

Pois é verdade. É verdade que os pais fazem tudo pelos filhos e embora o título disto seja um bocado dramático em relação à simplicidade da história :P foi assim que eu me senti na altura.

Ora bem. É preciso dizer que em minha casa ainda não há cancelas nas escadas para proteger a criançada. É algo que está na lista do to-do mas que ainda não do nada... Primeiro porque o raio das escadas são suis generis e porque até agora não houve muita urgência (o M. já é um miúdo crescido e pode descer e subir as escadas quando bem lhe apetece sem que fiquemos apreensivos), e, segundo, porque o P. sempre que vai para o piso superior tem-nos a nós colados, e porque ainda não há o risco de ele sair do quarto a meio da noite (ainda dorme no berço com grades).

Ora bem. Estava eu e o resto da famelga,  numa bela manhã, no piso superior da nossa casa, depois de biberão do P. tomado na cama, etc e tal, quando, depois de vestirmos o pikeno, começamos a ir para baixo. O macho adulto da casa foi antes ao nosso quarto buscar qualquer coisa e os miúdos seguiram-no. Tudo controlado. Ou pelo menos assim achava eu. A fêmea adulta da casa ficou literalmente 2 segundos para trás, no outro quarto a arrumar algumas roupas, quando vê a pulga pequena, repentinamente, fazer um desvio e dirigir-se às escadas. O desvio foi tão rápido que lhe ia dando uma coisita má... Só eram precisos uns 6 passos dele e estava à beira da escada e a olhar para o precipício. Ela dá um berro (um som estranho, mistura de grito assustado, a chamar pelo pai, com som de mãe-galinha boc!), e só tem o instinto de correr (eu diria literalmente amandar-se para fora da porta, assim tipo à guarda-redes) e tentar alcançar a cria antes que esta se estampasse escadas a baixo.
A cria, talvez por causa do grito, pára e olha para trás. O macho alfa da casa, que de repente já estava ali ao lado, pega nela rapidamente, e a mãe-galinha cai para o chão a soluçar, mix de imaginar o que podia ter sido com uma dor horrível no braço e no pé (pensei que tinha partido os dedos!!). Tinha batido com força na ombreira da porta durante o "processo de salvamento".
Jesus... que dores! Até tremia.

Conclusão: um braço com uma nódoa negra do tamanho do mundo, bem pisada e gira. E um dos dedos do pé todo negro (agora já está meio rosa/violeta). A coisa boa: acho que não parti nada. E a coisa melhor ainda? foi apenas um susto e a cria lá continuou a sua vida.
Mas a coisa mesmo mesmo boa? Foi ver a reacção do M. Ficou ali o tempo todo comigo sentado no chão, à espera que a coisa melhorasse (sim, deitei umas lagrimitas) e a perguntar se ainda doía. O meu filhote esteve ali ao meu lado, foi solidário, caneco! E isso fez com que eu rebentasse de orgulho. O meu miúdo é mesmo bom rapaz!

Que diferença. Aqui há 1 ano ou 2 ele continuaria na dele a brincar, sem ligar nenhuma, sem noção das dores dos outros. Está mesmo crescido. Ele não podia fazer nada, mas ficou solidário. Fiquei muito feliz pela atitude. Fiquei a imaginar se fosse um colega que se tivesse aleijado a sério. Provavelmente ele também ficaria ali a dar-lhe apoio ou então iria chamar alguém.


Conclusão: nas coisas menos boas podemos sempre ter momentos bons.

Ah! e conselho: não deixem de fazer hoje o que podem fazer amanhã. Isto é mais para moi même que nunca mais me aplico a ver uma solução para o raio das cancelas... Já estou a ver o P., daqui a uns tempos, já sem estar no berço, à noite a levantar-se e a resolver ir passear...
Cancela!! Cancela!! Temos de ir ver da cancela!


P. - 19 meses
M. - 5 anos (quase quase 6)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Esta série...

... epa... é muito boa!! thumbs up! http://www.imdb.com/title/tt2879552/


O bebé P.

O P. já fez 19 meses! (caneco, qualquer dia tem 2 anos...) e cada vez é mais safadolas.
É um simpático cheio de energia. Adora cantar, divertir-se é com ele. Canta no carro, quer que eu cante com ele, adora dedilhar a guitarra, e este fim de semana (numa festa de anos onde se tocou violino e violoncelo) foi a estrela da festa a tocar o violoncelo. O rapaz nem cabia em si de contente ao pegar no arco e a fazer sons.

A sua música favorita neste momento são os Parabéns! Por isso por aqui cantam-se os parabéns diariamente. E todos fazem anos, o pai, a avó, o mano, o cão, as educadoras, etc... E não faltam muitas palmas no fim e a satisfação sonora do petiz "yeeeeehhhhhhhhhhhhhhhh"
Os seus bonecos (peluches) favoritos continuam a ser o seu amado Burrinho. Tem 3 (para o caso de perder algum, a mãe foi previdente). Dorme com eles (essenciais quando semiacorda à noite), anda de carro com um deles, dá beijinhos, penteia-os e dá de comer (em caso de crise o Burrinho é chamado à recepção mesmo que isso signifique embodegar-se todo...)

O. P. já dá beijinhos. Maioritariamente nos seus bonecos, claro. Mas por vezes a máquina de lavar a roupa também é premiada, ou os nossos joelhos, ou o frigorífico (vá-se lá saber porquê), ou qualquer outro objecto digno de óbvia devoção.

O P. gosta de estar ao colo q.b. Só às vezes e quando a coisa lhe interessa. Se vou cozinhar adora ir espreitar a panela (estou pró em fazer as coisas só com uma mão e tê-lo encaixado na anca do lado oposto); adora ir ver os carros à janela, ou o cão, ou algum pássaro, ou algum avião. Tudo no bom do colinho.

Adora o pai e o irmão, mas quem tem de ter perto a todo o custo é a mamã. Esta bem pode estar na sala a um canto sem fazer nada. Mas tem de estar. Mal ela ousa ir ao quarto ou até à cozinha (que é logo ali ao lado) o bebé P. vai logo atrás a chamá-la não vá ela desaparecer 1 segundo da sua vista.
Até no WC ele se junta a ela. Enquanto ela descansa na sanita, ele dá-lhe os brinquedos todos que se encontram na banheira, os champôs, cremes, etc. Para a ajudar, ele tenta afincadamente despejar a sanita mesmo com ela ali sentada, mesmo com ela a tentar que ele não o faça. Só ainda não conseguiu o seu intento porque é precisa alguma força... Mas consegue abrir a água do bidé. Muitas vezes seguidas. Ultimamente mal a mãe se senta começa ele "hummrrrmmmrr" enquanto simula estar a fazer algum esforço... Não P., não estou a fazer cocó, é xixi. "hiiiiiiiiiii" diz ele. Isso mesmo, digo eu. Onde está o xixi do P.? Ele olha e toca na sua zona da fralda "hiiiiiiiiiii". E o cão, P.? E lá vai ele à janela ver o cão da vizinha. Se estiver lá guincha de contentamento. Se não estiver diz um enfático "ohhhhhhhhhh".

Aponta todo e qualquer objecto enquanto aguarda que digamos o seu nome. Diz claramente as palavras "mamã, papá, iô-iô (que é o nome do irmão sabe-se lá porquê), vovó e vovô". A sua palavra recém adquirida e que repete à exaustão é "carro". Diz "carrrrrrru". Também diz "maeeeeeeeeee" ou "paiiieeeeeee" quando nos chama. Quando se refere aos animais é pelo som que eles fazem. Iôn-iôn-iôn (o burro), anu-aun (o cão), nhau-nhau (gato). Também adora passarinhos e quando os vê é uma excitação! Pê-pê pê-pê!! (pui-piu!).

O P. não é uma paz de alma como o irmão. É daqueles que, sabem..., daqueles que se atira para o chão. Quando é contrariado com qualquer coisa zás... lá vai ele para o chão. Senta-se rapidamente e atira-se para trás. Mas devagar, com ar de desafio. O que ele quer dizer é "olha que eu me deito mesmo aqui no chão!! tu vê lá, olha que é agora e já!!!" (penso que o sacaninha começou a fazer isso quando percebeu há uns meses que nós não gostávamos que ele se deitasse no chão da cozinha - que não é o sítio mais limpo da casa e é frio). E então desce a cabeça lentamente para trás, em tom de desafio completo ("olha que estou mesmo mesmooooo a deitar-me por completo no chão!!!").

Mas às vezes refina a coisa. E então vira-se de barriga para baixo e começa a bater com os pés. Quando ignoramos, pára. Se voltamos a olhar para ele, volta à carga. Qualquer coisa, qualquer coisinha que não lhe agrade, pumba, chão com ele (com ou sem guinchos zangados). Ah ou então atira o que tiver à mão para o chão. Se tiver a chucha na boca...zás. Chão. Se estiver algum brinquedo no chão, apanha-o e zás... chão. (Confesso que às vezes é desesperante... ele não cede, e quando cede começa a chorar e fica ainda mais zangado. É tramado.) O que lhe vale é que tão cedo está zangado como se distrai e fica a rir.

O P. não gosta que lhe tirem os brinquedos (ou o que seja que tenha interesse para a sua pessoa). Começa logo a protestar. Se percebe que tem de ir lavar as mãos para ir comer, e tem MESMO de largar o brinquedo x, começa logo a andar mais depressa para longe. Foge rapidamente a ver se se safa. Não safa. E fica mesmo chateado. Mas a coisa passa quando percebe que é a oportunidade perfeita de por as mãos na água por baixo da torneira, e talvez quem sabe até mexer nela. Adora tomar banho, especialmente se for com o irmão (e cada vez mais é). Chapinha com força na água e, no final, todos os que estiverem dentro da casa de banho acabam por tomar um salutar banho. O todos inclui os pais, a roupa dos pais, o chão, as paredes, a porta. O tapete já chegou a ter de ir para o estendal secar... Mas é uma alegria! :) e a verdade é que são momentos divertidos para todos, especialmente ao fim de semana em que o banho se pode estender calmamente por mais tempo.

O P. não tem medo do secador. Aliás por ele estava sempre a ligá-lo e desligá-lo. Acha piada a apanhar com o vento. Também adora ligar e desligar os candeeiros que apanha à mão. Ou ao pé (temos um que se liga com o pé). Adora pegar em telemóveis e acha o máximo quando alguém telefona. Pergunta sempre se é a vovó ou o papá.

Adora bichos. Com a estação agora a mudar é ver bichos de conta e marias-café a passearem-se pela sala, corredor ou cozinha. E é uma excitação! "ichh! ichhh" diz ele. Um deles já pereceu aos seus pés (coitado) mas foi um lapso, geralmente quer é mexer-lhes e dar-nos.

A sua atividade favorita nos últimos tempos é subir para o sofá e sentar-se. Levanta-se logo de seguida, mas o acto de se sentar é ímpar. Não vê ainda TV, apanha uns segundos aqui e ali quando o irmão está a ver desenhos animados, mas é tudo. O único verdadeiro interesse na TV é se aparecer o Panda. Ou aviões. Ou carros. De resto andar pela sala e cozinha é muito mais apelativo. Se pudesse andar o tempo todo a jogar à apanhada connosco era o que fazia :) Ou trepar pelo irmão e coisas afins.

À hora de jantar é a alma da festa. Por muito cansados que estejamos todos (M. incluído), todos se animam com a sua excitação por tudo o que o rodeia. Puxa-nos para cima, "obriga-nos" a cantar, dançar, bater palmas. Faz-nos rir mais e faz-nos apreciar todos os dias a verdadeira inocência. O P. tem-nos feito a todos mais felizes :)






terça-feira, 12 de abril de 2016

O mais velho dorme mais do que o mais novo?

Pois é verdade. E às vezes fico parva com isso. O calmeirão de quase 6 anos dorme o mesmo que a pulga pequena de 1 ano e meio! Mas como é que isso é possível?
Deitam-se agora basicamente à mesma hora (a pulga demora séculos a comer).
O mais velho já não dorme sestas desde os 4 anos, mas deita-se e são uns 5 minutos até que adormeça. Ás vezes basta que se lhe diga: vá, basta de conversa agora, vamos mas é dormir, que o rapaz vira-se para o lado, respira fundo e aqui vamos nós.
A pulga não.
A pulga fica ao nosso colo um BOM BOCADO e se o metemos na cama ainda acordado, senta-se, revira e volta a virar 300 vezes. E na creche só dorme 1 horita que dormir é para os bebés...
Nem quero pensar quando for mais velhinho. Nem é preciso muito, só mais um ano.
Glup!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Profissionais VS Pais comuns mortais

Aqui há um par de anos trabalhei numa empresa onde estava rodeada de colegas com filhos. Homens e mulheres. Enquanto não fui mãe ouvia as suas histórias sobre os seus filhos com vago interesse, sorria, achava piada e tal, e a coisa passava. Desde que fui mãe, porém, as suas histórias, comentários ou opiniões tornaram-se valiosas. Ouvia com manifesto interesse, bebia toda a informação, tudo o que pudessem e quisessem partilhar: o que tinham feito quando o filho se tinha engasgado, o pouco que tinham dormido, as técnicas e tentativas para dormir melhor, o babanço quando a filha tinha começado a manifestar a especial vaidade típica das meninas,  a mezinha caseira para o problema x, o remédio para a doença y, o engraçado que tinha sido quando tinham dito z, o que tinha dito o médico em estado w. Eu bebia e arquivava religiosamente toda a informação que me era passada, voluntariamente ou não. Interessava-me, perguntava e ouvia. Ouvia porque eram os meus companheiros do dia e a dia e me importava, e porque o que contavam tinha agora um novo significado natural para mim. Confesso que tenho alguma saudade desse tempo, em que sempre que tinha uma dúvida ou simplesmente me queria queixar do cansaço, tinha a compreensão total pelo que estava a passar. Em que sempre que contava algum episódio caricato se riam comigo e logo vinha em retorno alguma história também ela engraçada dos seus filhos. Esta malta não era profissional, mas aprendi muita coisa "técnica" sobre crianças, doenças e curas, só de falar com eles. Simplesmente porque eram pais e eram experientes.

E o que quero realmente dizer com este texto de hoje é que por vezes somos demasiado pressionados pelo profissionais de saúde, sejam eles médicos ou enfermeiras. Já senti isso na pele várias vezes. É como se a nossa experiência ou juízo não contasse para nada. Ou porque me dizem que não devia adormecer o meu filho de certa maneira; ou porque me perguntam no hospital porque é que estou ali quando o meu filho só tem 1 dia de febre (mas tosse e dorme mal há 1 semana e eu lhes digo que isso significa sempre otite e por isso apareci ali num fim de semana senão ia já a correr para a minha querida pediatra que embora demore 2h em média para nos atender, atende-nos no consultório sempre que lhe telefonamos aflitos e sabe que não brinco em serviço e que já sei do que a casa gasta); ou porque a enfermeira não percebe porque não tiro a febre com um termómetro auricular que é o mais fiável dado que a temperatura do ouvido dá a temperatura central do corpo e o termómetro por baixo do braço dá uma temperatura que não é real porque ainda tem a pele como barreira, e insiste comigo para mudar de termómetro. E porque quando eu me mostro um bocado céptica em relação a esse termómetro ela puxa dos galões (ela enfermeira sim, mas com vinte e poucos anos e eu a duvidar que tenha filhos, o que arrisco dizer influencia muito o modo como agimos e tratamos uma criança) e em despique subtil insinua como é possível estar eu a duvidar dela que é enfermeira, treinada e cheia de sapiência sobre o uso de termómetros.

O que digo eu nessa altura em que estou com 1 noite de direta em cima e com uma criança carente que só quer estar ao meu colo e me mata os braços e as costas (embora eu lhe dê o colo pedido a toda a hora com muito prazer apesar do cansaço)? Eu que ainda há poucas horas tinha um miúdo a berrar subitamente à 1h da manhã e a engasgar-se com tosse para depois vomitar a cama toda, o chão, eu, o pai, e ter um pico de febre de quase 40 graus como eu nunca tinha assistido? O que digo eu que só quero é despachar a triagem para ver o que tem o pequeno? Digo em tom simpático mas cansado, sem vontade de argumentar que pois sim, pois, talvez o termómetro do ouvido seja o melhor, vou ver isso melhor, até dá jeito para ver a febre quando eles estão a dormir, sim, pois... obrigada sra. enfermeira, claro, claro, pois. Quando o que realmente lhe quero dizer é que já li e ouvi milhares de pais, seja em pessoa, seja nos fóruns das mães, e que tenho muitas dúvidas que essa medição no ouvido seja a mais fiável, porque nem sempre conseguimos colocar o bico do termómetro de modo preciso no ouvido, porque com diferença de poucos minutos o mesmo mede uma coisa e depois mede outra, etc etc e tal e trinta por uma linha. São dezenas de pais e mães a quem já ouvi dizer que não vale a pena um termómetro desses, que mais valem os "tradicionais". E eu que sou uma aluna aplicada ouço-os com atenção, tal como a ouço a si sra. enfermeira, mas no fim de contas sou eu quem analiso e decido, e permito-me decidir que se calhar, e pese embora vá contra o que a sua formação e treino lhe ditam, afinal quando sair daqui não vou comprar o tal dito termómetro. Não digo que nunca compre, se calhar um dia rendo-me (até porque tirar a febre a um miúdo que dorme sem o acordar é obra!).

Acredito e confio nos médicos e enfermeiras, mas também acredito em mim, na minha experiência e na dos que me rodeiam. Acredito mais em mim que sinto a testa do meu filho a ferver quando chego a um hospital, apesar da enfermeira da triagem me dizer que ele não tem febre, e mais uma vez provo que não estou errada quando, ao chegar a minha vez, digo sem rodeios à medica que me atende que tenho a certeza absoluta que o rapaz ainda tem febre apesar do que diz o espetacular termómetro auricular que esteve à pele do ouvido do petiz uns 3 segundos..., e mais razão me dá a médica quando  lhe volta a medir a febre e o valor é bem mais alto do que foi avaliado inicialmente.

Meus queridos e valiosos médicos e enfermeiras (dos hospitais públicos ou privados) não menosprezem os pais. Também eles são sábios apesar de não terem os vossos conhecimentos médicos. Mas também eles têm dúvidas (básicas, mas muito válidas) que muitas vezes não demonstram (por insegurança) quando confrontados com a vossa superioridade, e que pode contribuir para futuros erros no tratamento e medicação dos filhos. Sejam pacientes com os medos e angústias, com as idas precoces ao hospital ao primeiro espirro do seu bebé. Muitas vezes há em que agem por impulso e não era realmente preciso, mas também há outras vezes em que afinal tinham razão e o terem agido imediatamente agilizou o processo de cura de doenças chatas. Nós confiamos em vocês, mas confiem em nós também e não nos julguem logo, não nos façam sentir incapazes e a sentir como uma criança de 9 anos que leva um raspanete.

Dito isto, desta vez o puto afinal não tinha otite nenhuma (vá... cantem comigo: ALELUIA!!!) e afinal parece que foi só uma virose que parece já ter passado. Afinal sempre podia ter seguido a lengalenga de esperar pelos 3 dias de febre e só depois pedir ajuda médica. Mas bom... desculpem lá qualquer coisita, mas aqui esta mãe só costuma apanhar otites e mal sabe o que são viroses (é tipo proporção de 10 para 1).


terça-feira, 29 de março de 2016

Dar afecto

Orfanato procura doadores de cafuné, carinho e amor para crianças que esperam adoção.

Vi a seguinte notícia aqui
Fiquei entusiasmada com esse tipo de acção! Que coisa tão bonita.
Isto seria a minha cara :) o difícil seria sair de lá sem querer levar os miúdos todos, o difícil seria ir à minha vida depois como se nada de passasse.

terça-feira, 22 de março de 2016

Sick of this s...t


Querem espalhar o medo à vossa volta? Parabéns, conseguiram. 
Borrei-me de medo quando vi as notícias esta manhã. Pela família preciosa que lá temos, por pensar que andamos sempre de coração nas mãos quando vemos notícias sobre Bruxelas. Por pensar que tenho medo de ir lá, por nós e pelos nossos filhos. Porque não quero levar as minhas preciosas crias para um sítio que neste momento anda assim. Porque farei o possível para que o mundo deles continue em paz e cheio de alegria.

Tenho medo por todos nós, mas nem quero pensar muito nisso.

Quando é que isto tudo acaba?

segunda-feira, 21 de março de 2016

E a primavera chegou!...

... Pelo menos no calendário. Parece que vem aí ainda muita chuvinha, muito bater o dente, e claro... muito ranho dos nossos pequenos (e das nossas pessoas também!)

Aqui secretamente (ou nem tanto, farto-me de dizer isto a quem me quiser ouvir) só peço encarecidamente a S. Pedro que pare lá com este tempo do chove não molha, frio aqui, braseiro ali, neve acolá, e que nos comece a dar o que merecemos: uma bela Primavera constante, cheia de calor bom, sol, e muitos dias de passeio, porque o que eu mais quero é passear!
Ámen!

quinta-feira, 17 de março de 2016

O "meu" vestido :)


Parabéns meu bebé lindo!

Já tens 1 ano e meio e estou tão feliz!

E estás há quase 1 mês sem otites, sem ir ao médico. Temos conseguido passear contigo e com o teu irmão, ter tempo para muitas brincadeiras, aproveitar o tempo juntos que às vezes é escasso.

Irei brevemente falar mais de ti. Por agora fica aqui a celebração de mais um marco.

Parabéns meu amorzinho!

terça-feira, 15 de março de 2016

E mais bebés!

A minha amiga R. teve hoje 2 bebés. Gémeos! Isso é que vai ser uma aventura!
Sejam bem-vindos meninos! Saudinha é o que se quer :) e deixem lá os papás dormir qualquer coisa :D


segunda-feira, 7 de março de 2016

E lá fui eu ver...

... o DiCaprio. Finalmente!

















E... epa... adorei!!
Ok, a historia era algo básica, nada que já não tenhamos visto antes. Vingança e tal, etc etc. Mas o modo como as histórias se cruzavam, o ambiente tão cru o filme todo, o imaginar as condições em que filmaram (não me imagino estar dentro de água gelada no meio de uma paisagem de neve... imagino que aqui o DiCaprio não deve ter tido muitos problemas em fingir que estava desconfortável e a sofrer ahahaha).

Adorei a estética do filme, a época que retratava, os actores. A atuação do DiCaprio e do Tom Hardy (ok, confesso que tenho um fraquinho por este último) são de se lhe tirar o chapéu!
Nunca fui muito fã do DiCaprio embora reconheça que é um actor do caraças!! Mas desta vez fiquei! O homem estava espetacular!! Muito bom mesmo.

Fiquei durante dias com o filme na cabeça o que não é usual.
Ah e adorei pormenores como a câmara a ficar embaciada com a respiração do homem.
Grande realizador! Grande director de fotografia!
(A ver se o Trump não ganha as eleições senão não teremos mais filmes realizados por ele em Hollywood :P)

Se ainda não viram o filme, vão ver!!



























































terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

E quem não se lembra desta saga...

... na TV, aqui há uns anos? http://www.eonline.com/news/702674/o-j-simpson-was-found-not-guilty-of-murder-20-years-ago-here-s-where-the-major-o-j-trial-players-are-now

Lembro-me bem de chegar a casa depois das aulas, ligar a CNN e seguir o julgamento (que dava em directo diariamente durante horas). Agora segue-se a série! Can't wait! É agora que vou saber os podres por dentro do julgamento (e com um elenco de luxo!). http://www.imdb.com/title/tt2788432/?ref_=ttmd_md_nm




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O comando é MEU

 

Entre a guitarra (no chão mesmo à mão de semear) e o comando, venha o diabo e escolha! :) O miúdo não "deslarga"!

Presidente dos E.U.A.

Gostaria tanto que o próximo presidente fosse esta mulher http://www.refinery29.com/2015/12/98715/amazing-international-women-advice?utm_source=vf&utm_medium=syndication&mbid=social_facebook#slide-11

Não só porque é mulher (mas também! o mundo já merece ter uma maestra e não um maestro), mas porque é alguém com pulso de ferro, alguém que admiro ao longe, cujas ideologias e preocupações me tocam. Se a sua gestão fosse como foi o mandato de Bill Clinton, teríamos esperança no futuro sem dúvida! Se gerisse este nosso país um bocadito pobre de espírito então isso é que era!

Eu sempre fui tão PS (ideologicamente falando) mas este Costa veio desmotivar-me. Não o elegi, assim como tantos outros portugueses, e detesto ter um país gerido por alguém que não foi eleito democraticamente. Apetece-me gritar: Vai-te embora!! (tu e os outros coleguinhas de amor-ódio).

Hilary, vem cá de ferias!! Aparece! Apaixona-te pelos bons e brandos costumes. Fica por aqui ensina umas coisas à malta.

De qualquer modo... leiam a entrevista do link, é pequena mas vale a pena.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Viagens

Nos últimos tempos tem sido difícil viajar.
Primeiro grávida do P.
Depois agora com o P. sempre doente...
Neste momento as minhas viagens são mentais com os livros (e muito poucas porque à noite não leio quase nada, a energia é tão pouca que só quero é estar a vegetar no sofá e fazer zapping).
E há também as viagens visuais. Como estas, com as quais me entretenho enquanto não faço uma viagem também http://www.marianasabido.com/

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Só para registo...

... mais uma otite para o P. (17 meses)...

E este frio que agora nos gela os ossos... Mas quando é que pára este chove não molha do tempo?

Quero o meu rapaz bem!!!

Agora ao adormecer anda impossível, super agitado, se caio no erro de ir lá ao início da noite para tentar acalmá-lo...jesus... fico lá 1h30 com ele entre a choradeira desesperada se o ponho na cama, e choradeira e muito esfreganço de olhos se fico com ele ao colo.
Não tá fácil.

O que vale é que durante o dia é um bem-disposto (fora as birras lol).

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Vi este filme...

... no outro dia e adorei!!! Recomendo!!

Uma boa história, bons actores (de várias nacionalidades!) e mais uma grande atuação do Ben Kingsley!
http://www.imdb.com/title/tt0800241/




E mais conversas

O M. (num dos seus temas recorrentes sobre casas, vá-se lá saber porquê) pergunta-me:
- Ó mãe, tu sabes tudo sobre esta casa, não sabes?
- Hum... sim... acho que sim :)
- E sabias tudo sobre a casa antiga?
- Sabia, quando morava lá.
- E eu também sei tudo sobre esta casa.
- Sim :)
- Mas já não sei tudo sobre a casa antiga.
- Pois se calhar agora já não...
- E tu sabes tudo sobre a casa da avó B.?
- Sei quase tudo sim, porque vivi lá muitos e muitos anos!
- Mas eu não sei...
- Hum... não, porque não viveste lá. Mas sabes algumas coisas.
- Pois, porque vou lá algumas vezes.
- Exato!
- Mas não sei tudo!
- Pois, acho que não... Sabes desta e é bom!
- A C. também sabe tudo sobre a casa dela.
- Pois deve saber, ela vive lá.
- Mas eu não sei, nem ela sabe da minha.
- Pois é :)
- Um dia, quando for mais crescido ainda, vou saber tudo sobre a minha casa.
(internamente páro um bocado... ena pá ainda só tens 5 anos... deixa-te lá estar aqui nesta casa mais uns tempos hehe)
- Pois vais, espero bem que sim, que tenhas uma linda casa e que saibas tudinho sobre ela.
- Vai ser a minha casa e a da C.! Ela também vai saber tudo sobre essa casa.
- Vocês vão morar juntos é?
- Sim!
- Porquê?
- Porque ela é a minha namorada.
- E os namorados vivem juntos é?
- Sim, e casam.
- Pronto... está bem :)

C. - 1 point
Mãe - zero points....

Ai estes amores... ainda nem chegou à adolescência e já anda com isto... :P


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

"Ah não se preocupe que isso é muito comum nas crianças"

Ah! pois é... mas porque raio é que o meu filho tem de ser assim tão comum??

Ora bem... depois de otites e viroses...ora eis que o meu pequenino na 2ª feira (que passou em casa com o pai numa de férias) esteve aos pinotes o dia todo e, mal chego, pego-o ao colo e, depois, ao pousá-lo no chão, começa a choramingar, levanta a perna e quer colo.
- T. passa-se alguma coisa com ele? parece não estar bem...
- Não, esteve óptimo o dia todo. Porquê?
- Parece que lhe dói algo, não sei... algo não me parece bem.
- Está óptimo! Esteve bem durante o dia.
Colo para aqui, beijo para ali e volta a ir para o chão. Perna para cima, quer colo.
Ora bem... não queria mesmo pousar a perna no chão, doía-lhe algo.
Aiiii vida... mas o que é que ele tem agora... pensei. Bolas que não temos descanso.
E fiquei aflita... o meu bebé tinha algo na perna e fiquei a pensar se teria sido eu a provocar-lhe o mau jeito ao pousá-lo no chão. Que dor no peito... (coração de mãe não tem descanso mesmo).
Lá fomos para o hospital (belo início de feriado, ahn?). Lá dentro vá lá deram-me a pulseira amarela e a coisa em 45 minutos estava vista. Depois seguiu-se raio-X e ortopedista.
Veredicto: http://www.paisefilhos.pt/index.php/saude/saude/7295-sinovite-transitoria-da-anca
Tratamento: descanso e brufen.
E...
Não é que no dia a seguir de manhã estava todo contente e catita, a andar e a mexer-se cheio de pinta?! Foi o tempo de dar um brufen na noite anterior e dormir. Ou foi só um mau jeito ou então aquilo curou rápido!
Cá para mim aquela inflamação foi causada pelo vírus da vacina Bexero (que tinha dado 3 dias antes). A pediatra disse que não devia ter nada a ver. Eu acho que sim dado que não tinha tido nenhuma outra virose nessa semana.
E o descanso foi 1 dia apenas e hoje já foi para a escola.
A ver se isto agora se compõe e deixo de visitar o hospital e a pediatra 1x por semana :P

P. com 16 meses.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Saudades...

... tuas meu boneco pequenino...

É incrível o poder que um bebé tem na mãe. É verdade que tenho tempo mental para as sentir. Basicamente estou a trabalhar sozinha, o tempo passa lentamente. E vejo pais e filhos a passarem, carrinhos a serem empurrados. E bate cá uma saudade de te ter nos braços, de andar contigo ao colo (mesmo que já saibas andar eu adoro ter-te ao colo), de dar beijocas nessas bochechas grandes, de fazer festas nesse cabelinho suave. Saudades de olhar para ti e rir-me com esse andar meio bêbado meio múmia que ainda tens. Saudades de ser fim de semana e ir deitar-te para a sesta a seguir ao almoço, sentar-me no cadeirão e tu suspirares descansado no meu colo em antecipação a um belo soninho. Saudades de quando te aninhas em mim.

Os fins de semana deviam ser de 4 dias pelo menos!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Namorada vs mãe

Eu e o T. a falarmos sobre a querida do M., a C.
"...mas ela por acaso é muito gira, ele tem bom gosto!" Digo eu.
"... um dia ele nem te vai ligar..."
"... ó M. quem é a menina mais bonita do mundo? a C. ou a mamã?"
E o rapaz, com o sorriso mais doce e traquina do mundo, em silêncio, aponta apenas para mim várias vezes.

Ahh!! como se houvesse alguma dúvida!!

Mãe - 1
C. - zeroooooooooooooooooo

Muahahahahahahahaah!!!! o reino ainda é meu! há que aproveitar enquanto posso lol

Quero ver isto!


Um sonho meu...

... é um dia ter um cão! Mesmo que não seja já, daqui a uns anos. Gostava mesmo muito...adorava!!

Vejam a emoção deste vídeo :) https://vimeo.com/152985022


Better humor

Hoje mais animada!! Preciso do verão e de pessoas à volta!


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A guitarra

Isto calha a todos pelos vistos. O P. desde que pôs a vista em cima da guitarra que não quer outra coisa. Fica sentado ao lado dela, dedilha-a, põe-na de pé, vira-a, volta a tocar nas cordas. Está fascinado. Mais um ano e anda a fazer shows como fazia o M. que parecia uma autêntica estrela de rock.
Agora é a vez do P.
O fascínio da música, dos sons, mas num instrumento que não é de brincar. Se vai ao quarto do M. corre logo para o armário onde ela está guardada. Já a tirei para fora para ele. Só espero que não a parta. Gosto tanto de o ver fascinado com aquilo :)
Isto é mesmo muito giro!

Ansiedade

Ando dividida entre os bocejos e os semi-ataques de pânico.
O projecto onde me encontro inserida já não é o projecto original e luto contra as horas em que penso que isto vai mudar para melhor e ando positiva, e as horas em que penso "quem estás a querer enganar, tu detestas estes trabalhitos que te têm dado a fazer". Luto entre o "não ganho mal, estou perto das escolas dos miúdos, etc etc" e o "o que é que eu ainda aqui estou a fazer".

No outro dia sonhei que estava no início da minha "carreira". E a sensação era horrível. Era aquela sensação de quando acabamos a faculdade, não temos emprego, ninguém nos dá uma hipótese e temos aquela sensação de insegurança de "o que é que vai ser de mim no futuro". 

E passados uns 15 anos de trabalho pergunto-me quase diariamente agora o que vai ser de mim. O problema é que isto já não comporta aquela excitação, que existe apesar de tudo, quando se tem 20 anos. Não. Agora à beira dos 40 pergunto-me o que correu mal, como é que um trabalho que parecia tão giro e promissor se transformou num trabalho mais ou menos e numa empresa que faz tudo e mais alguma coisa menos dedicar-se ao seu propósito inicial. Tento conversar sobre estes projetos e manter a conversa animada, mas no fundo não me identifico com isto, com toda esta filosofia. 

Estou a viver um sonho que não é o meu. Estou a trabalhar para sonhos que não são os meus. Eu quero outras coisas, mas por força das circunstâncias vi-me numa empresa que já não sei o que é mais.

Dizem que a vida começa aos 40. Mas terei eu forças para mudar de vida aos 40? Existe mercado para mim? Se eu saísse iria ficar no desemprego? Iria arrepender-me? Iria até pensar "aquilo não era assim tão mau, o que foste tu fazer?".

O problema é que sofro défice de companhia. Sempre estive acompanhada por muita gente. Mesmo estando calada, adoro sentir o frenesim à minha volta. E isto agora é uma pasmaceira o dia quase todo. As pessoas entram e saem disto e eu começo a desistir de investir em relações no trabalho. Para quê?

Preciso de pessoas à minha volta, de me rir, de comentar um trabalho. 
Este silêncio e esta solidão matam-me.
 


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Desanimada

Desanimada com este inverno e este início de 2016.
P. ainda doente. Com febre desde sábado. Otite e antibiótico. Mas agora também deve ter apanhado nova virose  e espirra e tosse como se não houvesse amanhã. Isto é o que dá quando o resto da família faz visitas e está constipada. Depois é beijos para aqui e para ali no P., pegam nas mãos, mais beijinhos. E o rapaz que já não anda bem... zás! A partir de agora só há visitas lá em casa após inquérito sobre viroses. A sério que vai ser assim.
Febre baixou 2ª e 3ª para voltar a subir quarta. Quinta ainda andamos assim a ir para os 39º...
Depois o drama das baixas, das faltas, da ajuda (preciosa) da minha mãe, a única que nos dá uma mão neste departamento (aliás nem é dar a mão, ela literalmente assegura que não nos despeçam por faltas constantes).
T. tosse constantemente. M. lá se vai aguentando com umas mezinhas. E eu ando a arrastar-me mais uma vez. Já não sei se estou doente ou se é puro cansaço. Passei dias a tremer de frio mas não tinha febre. A conclusão a que chego é que é frio de não dormir a ponta de um corno.

Ontem fui-me abaixo novamente. Chorei ao telefone com a pediatra, chorei na farmácia (a pobre farmacêutica lá me consolou ahahaha, disse que me compreendia bem porque também tinha filhos pequenos e depois deu-me 2 caixas de vitaminas  - ómega 3 e mais outra coisa - a ver se arribo.)

Depois as lágrimas secam. E fico só com um ar sério e zombie. Tenho de ver se tomo melhor conta de mim. Durmo pouco, como mal, não faço exercício, etc etc. Começo a ter sequelas disso, sinto-me perra, levanto-me da cadeira e quase me doem as articulações ao levantar. É ridículo. Só tenho 39 anos. Tenho de cuidar melhor de mim.

O tempo está cinzento como os meus pensamentos.
Que passem estas gripes e otites de uma vez por toda. Por favor!
Por favor!

P.S. E o tio E., o último irmão vivo do meu avô materno, morreu esta madrugada. É estranho. Já não o via há anos, mas lembro-me bem dele. De ir à loja e de lá estarem os 3 irmãos restantes na grande azáfama que a loja sempre foi. Era o último de 14 se bem me lembro. E lá se foi a linhagem mais velha viva. Agora restamos nós: as filhas e as netas. E bisnetos (os meus filhos e os filhos das outras netas). E a vida continua. E eu continuo a achar tão estranha esta sequência implacável.