quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Ligeiramente angustiada

O P. há semanas que não bebe leite de jeito de manhã. Hoje ainda bebeu menos do que o normal. Mal toca numa bolacha a seguir. Muito desinteressado... Passa as noites a mexer-se muito e choraminga volta e meia... Ai vida. A sério, esta angústia permanente que uma mãe passa nesta fase... Dispensava.

A sério, só quero que chegue o verão (também pode ser a primavera) e este filme todo passe. Quero tudo de boa saúde a correr nos parques e a brincar na praia.
Acho que há muito que não começava o inverno e eu já estou a rezar e implorar pelo verão.
Calor precisa-se!

De 2016 só peço muita saúde para todos nós. Mesmo. Só isso.
O resto, as frustrações do emprego, etc, isso só depende de mim e de eu criar a minha própria sorte.

Só quero saúde para os meus. Só isso.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Ultimamente...

... falo muito no P. porque é um bebé, porque está naquela fase das gracinhas, porque está na fase das doenças (malditos dentes e inverno grrrr), porque faz as minhas delícias, porque simplesmente voltar a ter um bebé na minha vida é um privilégio enorme e agradeço-o todos os dias. O meu coração rebenta de amor ao ver aquele pequeno ser a crescer.

Mas os meus dias também rebentam de amor por causa do M.
Muitas vezes "o melhor dos meus dias" é também quando logo de manhã, tenha eu tido uma noite de cão ou não, o M. abre a porta da cozinha - onde eu já estou há uns 15 minutos a acabar de preparar a lancheira do P. e onde já comi entretanto à pressa - e, ainda de pijama, me vem dar o beijinho de bom dia. Abre a porta e é um sorriso enorme, ainda ensonado, mamãããã... aquele tom doce e voz de menino aquece-me a alma. E vem dar-me um abraço enorme. Eu correspondo e beijo-o, mexo-lhe no cabelo. E dou mais beijinhos e mais ainda. E ele lá volta para o pai, que ainda tem de o vestir.
Estes inícios de manhã são tão bons como quando vou buscar o P. e ele acorda rosado do calor do pijama e da cama, bem disposto, e estica os braços para eu o tirar do berço.

Os meus inícios matinais são assim, bons :)

Agora para ti meu querido T., a ti que mal me lês, embora digas que sim :P
Estes tempos, felizes sim, mas nem sempre fáceis devido aos horários, às doenças da criançada, à vida de pais de bebés pequenos, etc, têm sido cheios. Obrigada pela tua paciência, pelo teu sorriso e sobretudo pelo amor e festinhas infinitas à noite quando finalmente temos algum tempo para descansar (ou melhor: desfalecer ahahaha). 
Há muitos anos salvaste-me de muitas maneiras. 
Acho que também te salvei de algum modo. 
Estamos juntos, para durar! E tem sido divertido, não tem? :)
Com amor!
da tua A.

O melhor dos meus dias é por causa de vocês todos!

Adoro a música :)

E adoro o making of do vídeo :)



O final ficou assim:


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Saudades

Hoje estou com especiais saudades tuas meu querido P.
É o que fazem uns dias de mini-férias. O M. foi passar o dia com os avós paternos, o sortudo, é só passeio! Eu e o pai fomos trabalhar. E tu lá tiveste de ir para a creche.

O dia está tão mauzinho... E imagino-te lá, tu e mais um ou dois miúdos pequenos, na vossa rotina, com as vossas educadoras de substituição/férias/período sem aulas. Hoje quando te deixei não choraste. Em casa já te estava a falar da escola, falei-te nos colegas, na professora. Sabias que ias para lá. Pensei mesmo que ia haver choradeira, mas não. Bracinhos no ar, foste logo para o colo de uma auxiliar de quem gostas muito (que sorte que era ela!) e quando me fui embora ficaste com aquele ar meio perplexo, meio neutro, meio sei lá bem... nem sei ler a tua expressão. Mas se não choraste acho que foi bom.

Fiquei foi cheia de saudades. De te fazer festas na cabeça, nesse teu cabelinho cada vez mais farto, nas tuas bochechas grandes. Fiquei com saudades do teu sorriso, das tuas dentolas à mostra, do teu riso e guinchos. Fiquei com saudades de te ouvir dizer mamã com aquele ar de quem mostra que sim, sabes bem que é a mamã. Fiquei com saudades de descer as escadas e de te ouvir na sala a dizer isso mal me ouves. Fiquei com saudades de andar atrás de ti e tentar que não vás para as escadas ou para a casa de banho, de brincar contigo, de te fazer uma festa e dar um beijinho sempre que vens ter comigo. Fiquei com saudades do teu ar de excitação sempre que o pai te diz "vamos fazer cócegas ao mano?" e lá vais tu a gatinhar rapidamente, já a guinchar e a rir, a tentar fazer cócegas também, e a trepar pelo M. acima. Fiquei com saudades desmedidas de olhar para ti o tempo que quiser quando adormeces ao meu colo.

Estás numa fase muito mamã. Sinto que é daquelas alturas em que sou vital (mas não são todas?), em que precisas muito de mim. O mais giro é constatar que quem precisa de quem sou mesmo eu. Eu é que preciso de ti meu amorzinho. Muito mesmo!
Estou com saudades e pronto.

Por aqui...

... já se começa a estar assim de novo ahahahaha É mamã para todo o lado.

(P. com 15 meses)


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Quando as pessoas estão bonitas...

... digam-no.

É tão simples e pode melhorar a vida de qualquer um.

Sou apologista de que se deve celebrar a beleza de qualquer tipo. A beleza física, e beleza interior, a arte, a música, etc. No caso da beleza física não devemos ter medo de elogiar, mulheres ou homens. Isso não faz de nós mulheres atiradiças (no caso de sermos mulheres) ou lésbicas. É simplesmente um elogio, uma constatação. É acharmos uma coisa e não termos medo de o dizer. Quem não gosta de um elogio? Sabemos nós lá se esse elogio vai ser um raio de sol num dia cinzento?

O supermercado onde costumo ir à hora de almoço tem uma rapariga na caixa muito simpática. É gordita e com uma cara mesmo gira e sorridente. Fala sempre muito comigo (ou com quem estiver comigo) e aqui há tempos dizia-me eu que era parecida com uma certa atriz portuguesa. Nunca a tinha visto maquilhada ou mais "arranjada" e, há cerca de uma semana, comecei a vê-la com rímel nos olhos, um bocadinho de base e batom ligeiro. Sobrancelhas arranjadas terminavam o quadro. Estava tão bonita, estava maquilhada o suficiente para parecer mais luminosa.

E hoje, ao pagar as compras, disse-lhe isso.
Juro que, por momentos, lhe vi as lágrimas a assomarem aos olhos. Passou em 2 segundos, mas acho que se comoveu e que gostou muito de ser elogiada.
Contou-me que tinha passado uma fase em que não lhe apetecia produzir-se muito, que não se sentia no seu melhor desde que tinha ido morar para esta zona. Mas que, de repente, tinha acordado e que achava que devia mudar.

Respondi-lhe que a mudança lhe assentava bem, fosse qual fosse a razão porque tivesse parado de cuidar de si durante uns tempos.

E assim, em poucos minutos de conversa, acho que fiz alguém sorrir e sentir-se bem consigo própria.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Ouvi no outro dia...

....esta música.

https://www.youtube.com/watch?v=zB9HRWNjokY

Epa, ó Agir, estiveste bem! aquela da "Ela parte-me o pescoço" só me fazia era partir a rir, mas com esta conquistaste-me.


Desejos

No outro dia tirei uma pestana da bochecha do M. e disse-lhe:
- Olha M., tens aqui uma pestana que dá para pedir desejos. Pede lá um! Mas ninguém pode ouvir se não não se concretiza, pensa só para ti.
E de repente vejo o M. a olhar fixamente para a pestana na minha mão e dizer muito baixinho, muitas vezes:
- Ninjago, Ninjago, Ninjago, Ninjago, Ninjago....


Ahahahahahahahahahahhhhhh (ia-me partindo a rir e ainda levou uns belos abracinhos à conta disso, o fofo grande, a inocência das crianças é um espetaculo!)

15 meses :)

http://www.emmasdiary.co.uk/baby/month-by-month-baby-development/15-month-old-baby-development

YOUR TODDLER AT 15 MONTHS:

SHE SHOULD BE ABLE TO:

  • Walk unaided
  • Climb stairs using hands and feet
  • Say at least five words
  • Look at books and turn the pages
  • Laugh at things that amuse her
  • Enjoy push and pull toys
- See more at: http://www.emmasdiary.co.uk/baby/month-by-month-baby-development/15-month-old-baby-development#sthash.OaCVZyoP.dpuf


Ora bem, o meu toddler ao contrário do que "deveria" ainda não anda (mas adora estar de pé encostado a algo enquanto brinca) só agarrado às nossas mãos, não diz 5 palavras (ahahahaah), aliás não diz nenhuma, só diz mamama, papapapaaa, dahhhhhhhhhhhhh, mas ainda ontem eu juraria que disse "paauuhhhh" quando apontou para o pão; e em termos de brincadeiras o que gosta mesmo é de gatinhar por baixo da mesa da sala e passar por baixo da mesinha pequena do M. (se o "perseguirmos" então a brincadeira é top! E o que ele gosta mesmo é de vasculhar os brinquedos do M. e gatinhar com uma certa pá de praia (com forma de lagosta) na mão (vá-se lá saber).

E já passaram 15 meses, o tempo voa e eu só quero mesmo é aproveitá-lo bem!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Esta cara...

... poderia ser a do meu filho mais novo nas últimas duas ou três noites...


Serão dentes?
Serão ouvidos?
Será alguma dor novamente?
Terrores nocturnos não são certamente.
E... visualiza-se o pediatra mais ali à frente.






Achava que já estava velha para noitadas em forma de directa... pelos vistos o P. acha que não.



Resposta a este post:

E eram ouvidos e dentes certamente!
Mas com mais medicamentos o P. já está mais contente.
E os pais e ele lá dormiram docemente.
Foi quase como se tivessemos caído em coma, 
ó minha gente!

(hoje estou uma poeta)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O batizado do P.

Esteve assim nesse dia. Foi um sábado quente, atípico do tempo que se vive em dezembro. Fomos só família (à parte da madrinha que agora passa oficialmente a ser família também, aquela família que se escolhe, e acho que escolhemos uma pessoa incrível.).
Não foi um dia perfeito, mas foi um dia em que a "grande família" esteve toda reunida (para o bem e para o mal...:P) e onde o P. foi a estrela. Portou-se lindamente na igreja (gosto imenso daquele padre), levou com uma catrefada de água na tola (fiquei com medo que se constipasse tal foi o banho de água gelada da pia) e embora já estivesse com sono e fome, lá andou bem disposto ao colo de todos, fotos com todos, etc, etc.
No meu mais profundo pensamento, só espero e rezo que se há de facto algum Deus a olhar por nós, que proteja este meu fofinho que é a coisa mais doce e safada do mundo :)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Blush e batons

Sempre fui daquelas raparigas que achava alguma piada a ver mulheres com bolsas de maquilhagem dentro das carteiras. Sempre fui descomplicada e prática e não percebia bem o porquê de elas fazerem isso. Porque não se maquilhavam em casa? A minha carteira nunca levou mais do que o essencial (carteira com notas, moedas e cartões, telefone e pouco mais).

Nos últimos anos a minha carteira começou a ficar mais recheada. Lenços de papel (geralmente necessário para as ranhocas ou afins do filho mais velho), recibos esquecidos de compras, alguma fralda ou chucha pelo meio, caneta e papel, uma folha com um desenho que o M. me ofereceu e insiste para eu andar com ela ou levar para o trabalho, etc.

No último ano porém... com o tempo matinal definitivamente a voar-me pelas mãos (detenho literalmente de 10 minutos para me arranjar de manhã - lavar ou tomar banho, vestir, comer, pentear - e os outros 1h e quase meia que são para um bebé ao qual ainda tenho de dar o leite e tentar mudar fralda e vestir entre guinchos, palramentos, choro e tentativas permanentes de evasão da cama onde o mudo, colocar soro e aspirar as ranhocas, etc.) comecei a ter de me maquilhar no trabalho.
Sim, lá.

Comecei por sacar à pressa um lápis de olhos para a mala, ao sair de casa. Depois como pareço morta sem blush, comecei a sacar o dito também. Depois era o corretor de olheiras (nunca elas foram tão profundas). Nas últimas semanas comecei a desistir sequer de fazer algo no carro. Não.
Coloco o puto na escola de cara lavada (e se já levar creme já é uma sorte) e como sou a primeira a chegar ao escritório, lá vou dar uns retoques para parecer que estou viva e fresca.

Por isso, sim, agora finalmente, e depois de muita resistência, pertenço ao clube das que levam uma bolsinha com maquilhagem na mala.
Sou uma mulher crescida!

"Work it girl"

Estou cansada disto. Não sei se da profissão ou se apenas desmotivada pelo que anda a acontecer por aqui.
Aumento de salário nos últimos anos (aliás pelo contrário): zero.
Equipa: a ser reduzida a cada mês que passa, basicamente trabalho sozinha.
Trabalho: o mesmo, sempre o mesmo tema, acabo por já não saber inovar de tanta coisa diferente que já fiz para o mesmo tema.
Motivação: zero. Não há "mimos" para os empregados, nem financeiramente, nem a nível de palavras de alento. Muitas vezes há má cara e sempre o eterno tom de "és paga para isto" por isso "ninguém" me "deve" nada mais do que tenho.
Sou paga, mas não sou puta.
E começo a ficar seriamente farta de nem ir para a frente nem para trás.
Quero que mude alguma coisa.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Noites

















E se eu vos dissesse que estas imagens ternurentas foram tiradas esta madrugada, no meio do desespero, porque sua excelência Dom P. acordou a chorar sem a chucha, e porque demorámos um bocado mais a encontrar a Sra. Chucha, a partir daí foi o cabo dos trabalhos para sossegar o rapaz que não dormia nem à lei da bala e berrava se eu não estava ali ao lado? :P

Dou-vos só estes números: 3,5 - 5. Adivinham o que é?

Nasceu!!

E pronto o dia hoje já deu uma reviravolta :) tornou-se, de repente, num dia imenso de alegria!

Nasceu a bebé da minha amiga S.

A S. é daquelas amigas com quem invariavelmente ando às turras.
É tipo amor/ódio há muitos anos lol
Mas é das Amigas boas que tenho, daquelas que sei com quem posso contar mesmo, sempre que precise, que vem logo a correr (mesmo que já não nos vejamos há séculos).

Amiga, provavelmente não vais ler isto, mas estou tão feliz por ti! :) Finalmente tens a tua princesa nos braços, aquela por quem tanto esperaste. Aproveita cada segundo desse ser que tens agora na tua vida. Vai começar uma viagem inesquecível de profundo e incondicional amor :)

Sejas bem vinda J.!!


Baptizado

O nosso lindo P. vai ser baptizado. Vai ser uma coisa simples e bonita, sem pretensões, só para a família, igreja seguida de um almoço de convívio. Para mim o baptizado é um momento espiritual, seja muito ou pouco católica. É daqueles momentos em que rezamos e esperamos que a partir daí haja algo, alguma entidade, neste caso Deus, ou o universo, já peço a tudo, que proteja a pessoa.
Gostei muito de baptizar o M., comovi-me. Espero gostar igualmente de baptizar o P. também.

Mas então... porque me infernizas a vida? Porque transformas uma altura que devia ser feliz, uma altura em que quero fazer as coisas de modo relaxado e a meu gosto, numa altura cheia de stress e tentativas de imposição da tua vontade?

Deixa-me esclarecer: não é o teu filho que vai ser baptizado, é o nosso.
Já tiveste o teu momento de vestir o que querias e ter os vários salamaleques que achas importantes para os teus filhos. Foi ao teu gosto, não foi? Então porque não, simplesmente, aceitar que os outros têm um gosto diferente do teu? Porque não aceitar que tudo ficará bem e estará bem, porque afinal o que interessa é a parte espiritual do evento?

Ou não?
Ou afinal são só as vestimentas dos convivas, o décor do sítio, a vestimenta do P. ....
Porque dizes mal de tudo e de todos?
Porque raio lutas tanto para estar de bem e zen com a vida, mas no fim é a coisa que não estás mesmo?
Não te sentes agradecida com nada. Se te damos um presente, perguntas porque não recebeste dois. Poderia dar mil exemplos, mas seria dar demasiada importância ao assunto.
Não te entendo. E cada vez te entendo menos. Não percebo as tuas prioridades, o teu modo de ver as coisas.
Cada vez mais quero distância. Preferia o oposto. Preferia a entreajuda, a proximidade, a cumplicidade, preferia sentir outro tipo de amor... Mas da tua parte não tenho nada disso. Pergunto-me se alguém tem.
Prejudicas a nossa harmonia e às vezes detesto-te por isso.
Às vezes é tão difícil...

Se há dias em que sinto uma raiva desmedida, há outros em que simplesmente me sinto triste e desgastada. Deixas-me ansiosa por antecipação.
Sinto-me triste por sentir que parte dos preparativos para um evento tão familiar, e supostamente unido, já não estão a ser tão felizes. Sinto-me triste por saber que nas minhas costas dizes mal, quando na verdade deverias ser tu a principal a proteger-nos e respeitar-nos.
Mas tudo revolve à tua volta, não é? ao teu umbigo, desejos e manias
.
Estou triste porque sei que no dia H vais andar a cochichar maldosamente.
Espero sinceramente estar acima disso e sentir-me acima disso, cheia de boas energias.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A visão de um negócio

Confesso que às vezes não percebo as pessoas. Não percebo quem tem negócios, um produto para vender e acha que fazer publicidade nos media (leia-se facebook e afins) é perder tempo. Não percebo que não se perceba que publicitar o seu produto é dar a conhecê-lo e quanto mais as pessoas o conhecerem mais é a probabilidade de o adquirirem. Ou seja, mais probabilidade de vendas e lucro, a.k.a boa saúde do próprio negócio. Não percebo.
Não percebo quando uma pessoa se esforça mais do que o dono do negócio para divulgar o produto, o negócio, a empresa. Não percebo que o dono de um negócio não se esgatafunhe todo e a toda a hora para passar a palavra sobre os seus produtos e depois se espante por as vendas não serem nada de mais. Por alguma razão as grandes empresas têm uma secção só dedicada ao marketing, certo?

What am i missing here?

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Homeland - season 5

Sou fã acérrima desta série, que teve um crescendo em termos de qualidade de argumento e realização desde o início até à temporada 4, onde, na minha opinião, assisti à melhor série que já vi nos últimos tempos. A história foi atualíssima (combate ao terrorismo), e quem escreveu aquilo deve ter fumado a melhor erva que há por aí (e falado com muita gente que anda nesse mundo escondido da CIA, agentes, testemunhas e afins, etc, - sei que consultam muitas fontes para terem uma série credível - o que é ainda mais assustador... aquelas coisas acontecem realmente, nós é que não assistimos a elas) porque as cenas de ação, os diálogos e o percurso da história, foram fascinantes.

Nunca numa série, em TODOS os episódios, eu fui-me sentar a salivar à frente da TV e fixar os olhos nas imagens com tanta devoção como uma beata (das verdadeiras) na igreja. Nunca o meu coração pulou tanto de emoção ao ver as cenas de puro suspense dos meandros no Médio Oriente. A personagem da Carrie estava simplesmente fantástica e toda a história foi do mais brutal que já vi.
O tema tem tanto de assustador (infelizmente) como de fascinante.

E foi nesse tom - eu já me sentia eléctrica ao pensar como evoluiria agora a história - que comecei a ver a temporada 5. E... bahhh... Não devia ter as minhas expectativas tão altas... A temporada está a ser boa, não me interpretem mal. Boa história, boas cenas... Mas mais parada, mais cerebral. Não sei. Mas não ando no excitex normal. A série está boa... mas não espectacular como já esteve!!!! Anda a precisar de mais ritmo. O realizador e editor devem ter mudado. Só pode.

No entanto, Homeland forever!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

14 meses

14 meses meu amorzinho safado.
Adoras palhaçada e se ouves risos e conversas animadas, ou ataques de cócegas ao teu irmão, és o primeiro a aproximar-te rapidamente e rir e guinchar de contentamento. Ficas super excitado com brincadeiras e mudas logo de humor se estás com birra e começamos a puxar pela brincadeira.
Apesar disso tem mau génio :) Se não gostas de algo vai tudo à frente (literalmente). Se não tens o que queres na horas, varres os brinquedos que tiveres à frente, choras zangado, queixas-te, deixas cair as coisas de propósito. Dá para ver quando não te agrada algo. Definitivamente.
Vemos-te bem, num futuro próximo, a estrebuchar num centro comercial porque não te demos o brinquedo que querias.
Se estivermos a comer não descansas enquanto não provares também, mas se não gostares não tens problemas em cuspir logo. Se nos aproximamos com a tua sopa viras logo a cara em desagrado, mas se gostares da 1ª colherada a coisa até marcha. Isto até quereres algo que viste na bancada, algo não podes ter, e então quase que vai o prato ao chão e o que estiver em cima da mesa...
És um safado com génio, bem mais temperamental que o teu mano. Se estamos em algum sítio interessante (como a sala, cheia de brinquedos) não queres estar ao colo, queres ir para o chão e resmungas até ires lá parar. Aí então és todo sorrisos, gostas de liberdade.
O teu passatempo favorito agora é ires atrás de balões, empurrares brinquedos pela sala enquanto vais atrás deles, pores-te de pé na mesa do M., empurrares pela sala a cadeira dele (o que te safa é que a cadeira tem proteções em baixo). Adoras ver livros e adoras quando encontras certos animais nas páginas.
Continuas a ser difícil de adormecer. Durante o dia lá dormes 2h (juntas ou repartidas) mas demoras quase outro tanto para adormecer (ok, exagerei, mas é mesmo muito tempo) e fazes a birra do costume, mesmo de olhos já fechados!
Se não estiveres doente dormes a noite toda o que é magnífico! Quando não é o caso temos de ir ter contigo 300 vezes.
Adoras colinho para passear e colinho para adormecer. Mesmo quando não adormeces nem por nada, gozas o momento, quentinho e seguro.
Estás na fase macaquinho de imitação. Tentas imitar tudo o que fazemos e já te ouvi tentar dizer "água". Saiu um "A---Gh" mas eu topei-te. Dizes papá e mamã, mas ainda não diriges as palavras só para nós. Se te pedimos para dar um brinquedo e não o queres dar, agarras-te ferozmente a ele! Mas se estás no meio de muitas coisas e estamos a arrumá-las (tipo brinquedos e legos) adoras dar tudo e "arrumar".
Não gostas de te vestir... Mal te deitamos achas que te vamos por a dormir e tu queres é explorar o mundo. Mas sempre que te mudamos a fralda adoras é explorar o que tens lá em baixo e não descansas enquanto não te dizemos o nome de tudo o que andar por ali: a fralda, sim... a pilinha...pois, a pernoca, o pé. Etc. E agora descobriste que todos temos um nariz e, de repente, parece que alguém nos arrancou o dito, tal é a forma como o agarras.
Quando brincas no chão fazes uma coisa engraçada: gatinhas para aqui e para ali e, a certa altura, vens ter comigo todo sorridente (que ando sempre no chão para te acompanhar e evitar que faças alguma asneira ou te aleijes), "trepas-me", faço-te uma festa, ficas 2 segundos e voltas a gatinhar e vais à tua vida. Pareces um cãozinho e farto-me de rir com isso. És um cachorrinho bem lindo!
Este teu primeiro outono não tem sido fácil para ti, na escola, a nível de saúde. Muitas viroses já apanhaste, que te põem o sistema em baixo e fazem com que apanhes outras maleitas. Nada de mais. Mas fazem a tua mãe descabelar-se com isso e sofre que nem uma Madalena arrependida.
Ainda não andas. Mas já te passeias alegremente quando te pegamos nas mãos.
És lindo meu fofinho. Tens uns olhos grandes e pestanudos, e umas bochechas e certas expressões iguais à tua avó paterna (e bisavô paterno) o que tem a sua piada... Ah tem 6 dentes neste momento e mais uns a sair, o que te leva a babares como um pequeno bulldog :P Por vezes vejo no chão pequenos fios de baba, o que faz rir, e o que faz que o M. diga "arghhhh que nojoooo!"
Mas o que me aquece mesmo o coração é ver que tu e o teu mano cada vez interagem mais. Há mais gritos e guinchos e risadas.
Adoro ouvir-te rir e guinchar!
Estou desejosa que chegue o verão e que estejamos todos de boa saúde a ir passear para o parque e para a praia, de camisola e calções.

Amo-te muito meu batatinha. Feliz mensário :D

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

The reluctant father

Dos relatos mais giros (e crus) sobre os primeiros tempos de paternidade. Na perspectiva de um homem, claro. Muito, muito bom!

É bom descobrir estas coisas na internet. Isto sim vale a pena.

http://thereluctantfather.com/


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Momentos de ternura

M., enquanto lhe vestia o pijama para ir dormir.

Agarra-me a cara com as suas mãozinhas, faz-me festas, passa a mão pelo meu cabelo e diz:
- Não cortes mais o cabelo, mamã.
- Porquê? não gostas?
- Não... E não pintes mais também.
- Gostas dele castanho, é?
- Sim, sim, mãe linda.
- Está bem meu amor, a mamã vai deixar crescer o cabelo.

Dá-me uma beijoca sonora na cara e um abracinho daqueles que nos amolecem por dentro.

Isto de ser mãe de rapazes não é só tentar vesti-los enquanto eles andam a tentar lutar com alguém imaginário ou a dar golpes de karaté. É também esta doçura (e apelo ahahah).

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Team Kardashian

Sou definitivamente Team Kardashian. Adoro o reality show, entretém-me, faz-me não pensar em nada durante um bocado, faz-me sentir durante um bocado que também eu tenho rios de dinheiro e tudo à minha disposição e é tudo malta gira. Vês as fatiotas, as maquilhagens, as viagens, os dramas. Não acho que sejam fúteis, acho que se ganham tanto dinheiro é porque se matam a trabalhar e com esse trabalho e visibilidade geram ainda mais dinheiro. Acho que a malta tem é inveja das miúdas (e graúdas). Cá no fundo só espero é que com tanto poder ajudem quem precisa. Não me interessa se essa ajuda é visível ou não, só espero que façam algo pelo mundo em que vivemos.

E de volta à futilidade fantástica das vestimentas: muito se tem criticado este look da Sra. Kim. Pois eu acho um must! as grávidas não têm só de parecer maternais e púdicas. Porque não ser mega sexy e com gosto? Se se tem um evento onde se pode arriscar...why not? a vida é para se viver e arriscar. (só não adoro a maquilhagem mas não se pode ter tudo ahahaha)

Go Kim! és cá das minhas  :D


O melhor do meu dia...

... ontem (à espera da consulta do P., mas adiante...)
o P. a ver umas imagens de um livro (todo despedaçado!! crianças...) e... encontra uma imagem de um coelhinho - com pelo e tudo!!! E... é a excitação! agarra-se à página (já estava solta, prometo que não fui eu ou ele) deita a cabeça nela e fica ali agarradinho uns segundos lolll.
E passado um bocado volta a pegar na página e.... novo abracinho todo contente!
E depois de outras páginas, sempre que voltava aquela... abracinho de cabeça encostada, todo sorridente.
Opa... tantas beijocas levaram aquelas bochechas fofas! <3
É tão mas tão querido!


P.s. Há que dizer que o meu bebé lindo adoro coelhos. Tem um peluche em casa que adora e tem um livro cheio de imagens e quando chega a imagem do dito... já adivinharam? ;)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Today...

... i feel defeated... the logistic, the lack of 100% help and goodwill, the illness, the sckedule, the job, the boss, everything...

Today i feel D E F E A T E A D...

Today i know i didn't act as soon as i should have. Bad mom, bad woman.


A Dra. A.

Agora tem sido médica todas as semanas. Ou por isto ou por aquilo.
Lá vamos a nova visita hoje. Só espero que o diagnóstico não seja muito grave e que, se for preciso, leve com antibiótico do bom para limpar aquela porcaria toda que lhe está a encher os pulmões, nariz, olhos... Raios partam o inverno. Odeio ver o meu pequenino doente.

P.: 13 meses.

Aqueles dias...


 ... em que faço de mãe e pai ao mesmo tempo ou me dá só para rir ou para chorar (diria mais para me descabelar toda). Aqui há dias...foi daqueles dias :P 
Parecia que estava a ver um filme.
No trabalho lutei arduamente para não adormecer em frente ao computador. Depois... correr para ir buscar o P., a rezar para que ele estivesse melhor da carraspana com que está, já lá vai uma semana. Estava tudo bem, ainda muito ranhoso, com muita tosse, não dormiu muito, mas sem febre. O relato comum a esta semana.
Em casa o M. chegou com o avô, a chorar por todos os lados. O avô tinha-lhe feito qualquer coisa ao desenho que ele não gostou e, em fúria, amachucou o desenho todo, a dizer que aquilo ia para o lixo, que ia mandar os desenhos todos dele para o lixo. E chorava chorava... Parecia que o mundo tinha acabado. Depois de uns abracinhos e de ir desopilar para o quarto dele, lá acalmou.
P. entretanto lá fez alguma fita para comer e tal, mas a coisa correu. Não estou habituada a gerir os 2 à noite, por isso estava meia desorientada. Gosto que estejam os 2 na cama cedo (as birras provam que é uma necessidade) mas nestes dias tem sido mais difícil. 
Contrariamente ao que é costume pus o M. a ver TV e levei o P. para a cama. Claro, mas CLARO! que logo nesse dia é que ele estava sem sono. Ao meu colo mexia-me na boca, no nariz, nos olhos, irritava-se se eu o prendia mais a ver se acalmava, e trinta por uma linha. Sempre que parecia amolocer, zás... olho aberto a mexer em algo mais. Nem o burrinho (peluche favorito para dormir) o acalmava. Ou então acalmava mas demorou horas a mexer nele.
E eu impaciente. A certa altura, achando que já devia ser tarde e que o M. ainda estava sem comer, apaguei a luz, dei mais um colinho rápido e disse "soninho P,, soninho" (a palavra-chave). E toca de o deitar na cama. Já fora do quarto e através da câmara vi o rapaz a rebolar-se, a choramingar, a pegar no burrinho meio desesperado.
Paciência. Hoje não há pão para malucos!
M. ao contrário do habitual é despachado com umas papas + fruta, lavar dentes, não há história hoje "e não quero birras aviso já!!" e "não fico muito tempo contigo na cama, a mamã ainda tem muito que fazer". Meio contrariado, lá aceitou as condições (fiquei surpresa), mas o meu ar devia ser tão decidido que a coisa até correu bem.
O outro manfio pequeno continuava na sua choraminguisse. Pensei: "não te vais safar de ainda ter de ir lá dar mais colo para ele adormecer". 
Mais uns minutos a dar mimos ao M., e qual é o meu espanto quando saio do quarto dele, olho para o relógio e eram ainda 21h!!! Nem queria acreditar!! como é que os tinha despachado tão depressa?? "Vou aproveitar e vou comer, arranjar as coisas deles para amanhã e vou DESCANSAR!!!".
Toda contente lá me sento a comer descansada.
21h20: P. tosse, acorda e começa a chorar. Passado um bocado vou lá, meto a chucha e deito-o para trás. Sossega e saio (embora note um mau cheiro no quarto mas como aquilo é tipo fraldário não ligo muito)
21h40: P. levanta-se a chorar de novo. Não pára e volto lá novamente. Acalma.
22h20: Ainda a meio da preparação das lancheiras com almoços e lanches, P. chora novamente. Desta vez à séria, olha para a câmara com cara feia.
De repente oiço o M. também a chorar...
Oh nãooooooooooooooooooooooo!!!!! Mas o que se está a passar aqui?? estão os 2 a conspirar contra a minha pessoa? Vou primeiro a qual??
Entro no quarto do M. que chora porque tem medo do escuro e não quer ficar no quarto escuro, quer-se levantar. Mas M., o teu quarto não está escuro, tens a luz de presença. Mas ele insiste enquanto o outro berra no quarto ao lado. Peço para ele se acalmar, que está tudo bem, que vai ficar ali um bocadinho que eu já volto porque o mano também está a chorar. 
Saio. O P. mal eu entro acalma, mas continua choramingas e quer colo. Desta vez cheiro-o melhor e desconfio que a razão que o tem mantido incomodado (para além da carraspana) é o maldito.... COCÓ!!! Cocó na fralda claro.
Enquanto o mudo ele já está todo satisfeito a querer puxar isto e aquilo que está espalhado na cama de apoio. Oiço o M. a chamar-me. E não se cala, parece um disco riscado.
Já em despespero dou-lhe 2 berros a dizer para parar, já lá vou. O irmão dá um salto quando eu falo. Fica a olhar para mim espantado. O M. chora baixinho...
Ó céus... why me?
Acabo de mudar a fralda ao P., endireito-o, aspiro-lhe mais alguma ranhoca (ou tento, que o sacana agora puxa-me sempre aquilo da boca), deito-o ao meu colo e digo "soninho, são horas de dormir, soninhooooo". E meto-o na cama com a luz já fechada. O desgraçado abre a goela nesse mesmo segundo, mas volto a dizer firme "soninho!" e fecho a porta devagar.
Claro que não tenho fé nenhuma e sei que ele vai andar a rebolar e chorar durante 1h... 
Mas agora de volta ao M. que entretanto saiu da cama e foi ao WC. Está na sanita.
O cocó está na ordem do dia, estou a ver...
Continua com a cara cheia de lágrimas e fico molinha quando ele me diz que estava a sonhar que estava num quarto escuro, tal como tinha acontecido com os Ninjago. Dou-lhe muitos abraços e beijos. Já passou...
De volta à cama deito-me junto a ele. Mais mimos e readormece num instante.
Quando minutos mais tarde espreito pela câmara... P. dorme sossegado. Nem sei como aconteceu.

E são 23h. E de volta para a cozinha acabar o que ainda falta.

Volta Mr. T,!!! estás perdoado! ;)

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Aborto

No passado defendi muitas vezes o movimento pró-escolha em relação às mulheres e ao aborto. Defendi com paixão o que ainda penso: que numa situação de gravidez indesejada a mulher deve ter todo o direito de livre escolha (de preferência em plena consciência). O corpo é dela, ela passará por tudo a nível físico e psicológico. Ela deve decidir.

Ainda penso assim. O que mudou foi a leveza com que agora falo sobre abortos, maternidade, crianças. O que mudou foi que dantes eu falava, como falam os médicos, em fetos e denominações do género; agora falo em bebé.

Quando não tinha filhos um feto de 20 semanas era um feto. Nem pensava nisso, não associava. Agora sei que muito antes das 20 semanas há um bebé dentro de uma barriga. Pode não estar todo formado, mas é um ser, é um bebé.

E depois de ver estas imagens ainda mais convicta estou de que o aborto (espontâneo ou não) deve ser das coisas mais difíceis pelo que o mulher passa. E deve ser, em caso de aborto não espontâneo, uma decisão que não se faça de ânimo leve. É uma vida que está em causa.

Podemos não a ver à nossa frente, mas está lá.

http://pt.aleteia.org/2015/03/16/o-bebe-que-esta-mudando-o-debate-sobre-o-aborto/

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ninjago - O desenho

Temos artista!


O meu bebé...

... (13 meses agora), normalmente tão simpático e sorridente, anda transtornado...  É birra e impaciência quando acorda, quando chega a casa ao fim da tarde (mas sei que o cansaço aí não ajuda nada), quando está sentado e quer algo, quando é porque sim ou porque não. Damos-lhe qualquer coisa para a mão e atira-a para o chão irritado, e chora e chora...

À noite acorda várias vezes a chorar. Se dantes era só ir lá e colocar a chucha, agora é preciso tirá-lo do berço e dar um bocadinho de colo até acalmar e adormecer de novo.

Estou rebentada... Sem dormir nada de jeito e a sentir a garganta inflamada (é tudo a ajudar).

Não sei se se rebola incomodado porque a estomatite na boca ainda o incomoda, se são as gengivas super inchadas e vermelhas (molares e afins...tudo a nascer ao mesmo tempo tadito do bicho). Se tem frio. Ou calor. Não sei.

Acordo a qualquer gemido dele. Estou exausta e cansada de tanto mau humor da criatura. Mas sofro por vê-lo tão incomodado. Só quero que esta fase passe depressa.

Entretanto, nos intervalos do mau humor lá se entretém a gatinhar por todo o lado, a por de pé, a tirar coisas das gavetas, a dançar ao som de músicas. O fofinho safado...








quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Conversas

Em conversa com o pai, e por causa de profissões:

M.: Quando for grande quero ser polícia!
T.: Pois, já me tinhas dito... Já não é astronauta?
M.: Não, não... Polícia! Até há uma estação da polícia ao pé da minha escola, não há?
T.:  Sim... Quando fores grande vais trabalhar para lá, é?
M.: Pois claro.
T.: Mas olha que os polícias têm de ser muito corajosos. Muito valentes. Não têm medo de nada!
M.: Eu não tenho medo de nada!! (diz muito decidido.)
Silêncio.
M.: Só do escuro... (diz mais baixinho.)

:))))


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Quero isto...

... no meu guarda-fatos!!  Que deslumbre e sofisticação!! Uau!

(Balmain na H&M -  na minha opinião uma das colaborações recentes com melhores resultados)






segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O melhor do meu dia

O melhor de tantos dias, de muitos fins de tarde...

Quando o M. olha para o seu equipamento de futebol, com o ar a rebentar de orgulho por finalmente já andar no futebol. Quando ajeita as suas chuteiras no chão ao pé da porta e olha para elas tão contente e tão promovido. Quando passa pela roupa estendida e diz: "estas são as meias do futebol! sabes mãe, estas meias são só para o futebol, porque são super fortes, se cairmos não deixam que nos arranhemos." Quando pela primeira vez que usou o seu novo equipamento me disse:
- Sabes mãe, eu dantes não conseguia fazer o exercício x, mas com o equipamento hoje já consegui!!
- Ai é? e foi o equipamento que fez com que conseguisses? :)
- Foi, foi!! passei a conseguir!
- Deu-te confiança e força, não é?
- Pois, pois!
:)

És uma delicia meu fofinho. Estás tão grande.


Opa...

... novamente....1 semana de intervalo apenas entre a outra mazela das gastros. Haja paciência!
Já não sei o que pensar das creches... Vale a pena esta cegada toda, a toda a hora, por estar sempre rodeado de infetados? Opa...

Como diz o outro: winter is coming...

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Conversas com o M.

Vinda do cabeleireiro e depois de um abraço quando o fui buscar à escola:

- Mãeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!
- Meu amor, que boa surpresa hoje, ahn? vim buscar-te!
- Sim! Quase não te reconhecia, nem parecias a minha mãe.
- Então, estou muito diferente?
- Sim...

(pára e olha melhor)

- Não cortaste só o cabelo!!!
- Pois não :)))
- Está de outra cor!
- Sim.
- Estás diferente...
- Para melhor ou para pior?
- Para pior...


Ai vida. Estou a ver que o M. não é rapaz para grandes mudanças...

Missing my baby

Depois de uma semana de vomitados à la exorcista, diarreia, dietas, e mais vomitados,
Depois de uns dias em casa porque teve mesmo de ser e de muitos mimos à mistura,
Depois do pai da criatura a vomitar também,
Depois da avó da criatura a vomitar também,
Depois da mãe da criatura ainda andar maldispostex,
Depois do irmão da criatura se ter safado! (yeahhhhhhh!!!!)
Heis que estou aqui novamente a trabalhar cheia de saudades tuas meu gordinho pequeno,
Que já não estás tão gordinho,
Que perdeste peso,
Que estás com as bochechas mais pequenas,
Que já não tens o apetite de antigamente,
Que me olhaste com um ar de abandono gigante quando te fui por à creche,
Que me deixaste o coração apertado até agora,
Depois disso tudo, aqui estou eu cheia de saudades.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Nós.

Estes podíamos ser nós. Eu e tu P., à noite. Meu amorzinho fofo.





















Não sei de quem é este este desenho, mas é lindo.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

As empregadas

Aqui há tempos o M. fez-me uma pergunta que me deixou perplexa. Estávamos na cozinha, eu a cozinhar, ele a fazer outra coisa qualquer, e diz-me:
- Mãe, quando é que uma empregada me vai buscar?
Não alcancei logo.
- Como assim? Qual empregada?
- Não sei... - disse ele.
- Nós não temos empregada.
- Ai não... ah.
- Porquê? querias ter uma empregada?
- Não sei. - Encolhe os ombros. E vivamente diz: - A empregada da X vai buscá-la à escola.
- Ahhhhh.... então a empregada era para isso?
Vê diariamente uns meninos cujos avós os vão buscar, vê também os pais de outros e por vezes vê "as empregadas" que ele nem entende bem o que são e o que fazem, e o que são àqueles meninos.
Se por um lado, acho que a pergunta dele foi light, por outro revela que observa e sabe diferenciar as coisas.

Tento passar-lhe a noção de que é positivo que sejam os pais a irem buscar os meninos (já vi vários a irem embora com elas sem qualquer emoção: não há saltos, nem beijos, nem mimos):
- M., mas tu já tens os papás que te vão buscar. - Largo o que estou a fazer e sento-me de frente para ele, enquanto lhe dou um abraço. - O pai vai-te levar e buscar todos os dias, e a mãe às vezes vai-te buscar. Já viste a sorte que tens de teres os papás ou a avó B. a irem buscar-te? Estamos sempre com tantas saudades tuas... As empregadas que vês na escola vão buscar os outros meninos porque os papás deles não chegam a tempo, trabalham até muito tarde. Provavelmente eles gostavam muito que os pais os fossem buscar, mas não é possível.

Ele assimila a coisa e... next.

Agora faço foward desta situação, passada há muitas semanas, e olho para mim, para nós agora. O outono chegou e com ele o trânsito. Fazemos um esforço, comum a todos os pais, claro, por ir levar e buscar os nossos filhos. Mas agora olho para o nosso esforço com tristeza e muita frustração. Se aqui há tempos ficaria quase indignada em mandar uma empregada buscar o MEU filho, agora fico com inveja quando vejo às 16h30, na escola aqui ao lado do meu trabalho, os miúdos a saírem pela mão de quem seja.
Fico de coração apertado ao pensar que o meu pintainho grande acorda todos os dias às 7h, às 7h40 já está a sair de casa, às 8h está na escola, e às 18h30 está o pai a ir buscá-lo para chegarem a casa às 18h45... por aí. Depende do trânsito, lá está.
Fico triste e tento afastar da cabeça o número de horas que ele passa na escola. Depois também tento pensar que no tempo que está lá, está a brincar, a aprender, a fazer desporto. Sei que se diverte. Sei que para ele aquilo não é um frete.
Mas custa-me. E sofro por antecipação a tentar pensar como será quando tiver aulas a sério e tiver TPC's todos os dias ou quase. A que horas se vai deitar então? Quero que chegue a casa e relaxe, descanse, esteja connosco.

Se aqui há tempos olhava crítica para ""as empregadas", agora olho para elas mais meigamente. Aqueles miúdos podem não ter os pais a irem buscá-los, mas vão para casa cedo e podem estar no seu ambiente bem mais tempo do que o meu pode... E sinto uma inveja. Uma raiva. Uma frustração por não podermos estar todos em casa mais cedo, estar mais tempo juntos. E amaldiçoo estes empregos que duram até às 18h, que não deixam tempo para nada que não seja a correr.

Quero mudar a situação, fazer algo. Mas ainda não sei o quê...


O meu fofinho....

... anda mais calado e menos sorridente. Não sei se por ainda estar adoentado (mas coitado, já marchou para a escola...), se por estar mais crescido, se por lhe doer ainda alguma coisa, se por estar maldisposto, se por lhe doerem as gengivas/dentes a nascer.

Mas não anda o mesmo e eu fico a morrer por dentro, a pensar o que se passará. Não tem apetite nenhum, anda rabujento, com mais génio, ao mesmo tempo quer mais colo.

Ai, ai. Filho sofre. E mãe também.



Opa... :)

Que mensagens tão lindas!


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Depois...

... de um fim de semana esgotante, fisicamente e emocionalmente, com o mais pequeno com grande febrão... heis que só quero olhar e relembrar o divertido que foi o fim de semana passado, onde o P. andou pela primeira vez de baloiço... e adorou!! (birra a espernear quando o tirámos ahahaha)




quinta-feira, 17 de setembro de 2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Acabou-se...

... o que era doce.

No meio de um dia em que o meu coração rebenta de amor por causa do 1º aniversário do meu bebé lindo, eis que uma coisa me ensombra o espírito... As 2h de aleitamento, que com tanto prazer gozei estes 7 meses, acabam hoje.

Hoje que é o teu dia de aniversário, meu fofinho lindo, é o dia em que te deixo aí mais 2 (eternas). O dia em que te vou buscar e já está mais escuro. O dia em que vais estar mais cansado e a perguntares-te porque é que os outros pais vão buscar os bebés e eu nunca mais te vou buscar.

Prevejo um final de tarde com birra e choro durante a viagem de carro. O cansaço a comer. O adormecer mais difícil (ainda).

A partir de hoje vais estar na escola um número infindável de horas, injusto para a tua tenra idade. E eu sinto-me triste por não te poder dar mais do meu precioso tempo... A ti e ao teu irmão que por vezes chega a casa perto das 19h.

Por vezes pergunto-me que raio de vida é esta em que, durante a semana, apenas acordamos os nossos filhos de manhã, metemo-los na escola, e no final do dia vamos buscá-los, dar-lhes de jantar e deitar. Para no dia seguinte repetir o mesmo.

Ah e por favor não me falem nas novas leis de trabalho, de poder trabalhar meio tempo ou trabalhar em casa. Quero saber quais vão ser as empresas que vão achar piada a isso, a ter um trabalhador a "meio gás". Quero saber quem vai ser o pai/mãe que não vai ter medo de ficar prejudicado profissionalmente e monetariamente. Quero saber quais os pais que conseguem trabalhar alguma coisa de jeito com os filhos em casa.

E hoje comemora-se o dia...

... em que morri de amores outra vez :)

Parabéns meu terrorista pequenino pelo teu primeiro aniversário!
Eras tão pequenino e agora estás tão grande e giraço.


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Ansiosamente...

... à espera do sling que nos vai permitir (dá para regular o tamanho) andar com o bidu pequeno ao colo nos nossos passeios em férias. Estou mesmo num excitex para ver como ficou aquilo. A encomenda nunca mais chega!! :)

(sim...eu tinha um muito giro... mas de medidas fixas, só sei é que agora a medida do ombro ao outro lado da anca mudou...)


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Gracinhas

Entre o drama que se tem vivido ultimamente para deitar o rapaz pequeno (fosga-se...é que tem sido mesmo um pesadelo com aquela pulga aos saltos no berço às 22h30(!! ele sempre adormeceu por volta das 20h...), connosco a tentar adormecê-lo ao colo sem sucesso, e trinta por uma linha) ele lá nos tem animado com as suas gracinhas recentíssimas. E no fim de semana começou do nada a bater palminhas (agora bate a toda a hora ahahaha), abana a cabeça quando lhe dizemos "o maluquinho?", e ontem imitou-me a fazer o som dos beijinhos. É um fofo.
Andamos com mais cabelos brancos nestas 2 últimas semana do que no resto do ano que passou.
Mas é um fofo!

domingo, 9 de agosto de 2015

Dias de descanso

O que se faz num dia de verão, com imenso calor, sem a ventania do costume? Passeia-se? Vai-se à praia?
Nãoooooo. Fica-se em casa o dia todo, sem sair para lado nenhum, a cuidar de um bebé que está doente, mas que tem a maior carga eléctrica que já vi num ser... O puto tem pilhas... Não quer dormir... Ao colo não está quieto, na cadeira também não está quieto. Se vou fechar a persiana para dormir, não perde tempo em puxar as cortinas. Se me aproximo da parede quer tocar no quadro. Se lhe dou colo para adormecer chora e grita e rodopia o braço à estalada. Demora séculos (!!) a adormecer. Qualquer barulho é suficiente para o acordar.
Estes últimos dias têm sido difíceis bolas.
E ele chora com todas a suas forças.
E sinto-me (sentimo-nos) esgotada. Simplesmente esgotada.
Não sei o que se passa. À noite sempre adormeceu bem, sempre dormiu bem. Agora é uma tortura.
Que esta fase passe depressa... é a única coisa que desejo.

O M. fez 5 anos

E eu andei pasmada uns dias. 5 anos.
Ainda me lembro bem de ti com meses, muito pacífico, sempre na boa. Não te davam este brinquedo, pegavas no outro. Estava sempre tudo ok, eras muito calminho. Durante muito tempo mal reagias à minha presença, era como se fosses indiferente, mas um dia tudo mudou e até hoje é "mamã para aqui, mamã para ali", adoras mimos, és carinhoso (embora cada vez mais independente). És muito engraçado, fazes palhaçadas a toda a hora, estás bem mais reguila e destemido do que há uns 2 anos, ou até há 1.
Ainda adoras que seja eu a deitar-te, embora cada vez menos te dê um colinho antes de dormires, na cama, e vás logo deitar-te (mas NUNCA antes de uma boa história). És um rapazinho crescido mas adoro ver como não consegues dormir sem a tua almofadinha e o teu peluche. Cada vez que te vou espreitar à cama vejo um rapaz cada vez mais comprido e lindo.
Estás cada vez com mais manhas e tentas ludibriar a malta cada vez com mais pinta para teres o que queres. Mas tens sentido de humor e muitas vezes és desarmado com brincadeira e sentido de humor de volta. Outras vezes é birra da grande e lá temos de respirar bem fundo...
Choras e amuas com facilidade, mas dás-te bem com toda a gente e muitos miúdos querem ser teus amigos, mais do que tu o queres ser a eles. Gostas de brincar em grupo, mas tens muitos momentos em que gostas de estar apenas contigo.
Tem sido uma surpresa ver-te crescer. Tem sido um desafio enorme educar-te, sempre com tantas dúvidas, mas sempre com muito amor.
És o meu primeiro filho, o meu primeiro amor incondicional.
Parabéns meu fofo.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Pau-Pau

O sítio onde trabalho tem vista para um largo que no inverno chega a ser a maior seca que existe, mas que no verão é palco de inúmeras personagens que se passeiam por lá. Uns passeiam cães, outros estão de ida (ou vinda) para a praia. Outros passeiam carrinhos de bebés. Outros fazem jogging. Outros fazem descargas de mercadorias...
Muitas vezes, um chinês empurra vigorosamente um carrinho de supermercado, cheio de compras, até ao seu restaurante (chinês claro). Agora em férias escolares, muitas crianças brincam por ali, umas andam de bicicleta, outras saltitam enquanto os pais bebem café na pastelaria mais próxima. Uma dessas crianças é a filha desse chinês.
Tem uns 8 anos e passa o dia na rua a brincar sozinha. Já a vimos (divertidos até ao tutano) a dançar o vira, a ensaiar canções, a ver-se ao espelho do nosso sítio (sem saber que estava a ser observada), a apanhar pedras e falar sozinha, etc. Um dia apareceu acompanhada. Era um cãozinho rafeiro, do mais fofo que se pode imaginar, bege (parece um labrador, mas versão rafeirolas), bem novinho e saltitão. Vejo esse cão todos os dias agora. E todos os dias perco uns minutos aqui e ali para o observar e sorrir.
Adoro cães. Adoro mesmo. Sempre adorei. E mais uma vez lembrei-me da minha infância e adolescência a pedir aos meus pais um cão, pedidos cada vez mais ocos com o tempo, dado que sabia perfeitamente que nunca me dariam um. Hoje em dia percebo-os lindamente. Um cão é mais um filho, mais uma (grande) responsabilidade, mais um ser que pertence à nossa família e que, se somos cuidadosos e responsáveis, teremos de cuidar com amor e carinho.
Mas com ele vêm os problemas das férias, do passear todos os dias esteja sol ou chuva, das eventuais doenças, veterinários, das rações específicas, etc etc. E por isso adquirir um cão nunca é uma decisão que se faz de ânimo leve. Nestes últimos dias tenho-me perguntado se alguma vez cumprirei o meu sonho de menina de ter um cão. Espero que sim. Que um dia chegue o momento adequado. Se não chegar também não é grave, mas adorava ter um companheiro de 4 patas. Neste momento é impossível. Chegam 2 filhos, 3 é demais.
Enquanto isso delicio-me com a menina chinesa que, entretanto, todos os dias faz amigos novos, atraídos pelo Pau-Pau (o nome dele). E lá vejo o Pau-Pau a saltitar, a correr atrás deles, a ir buscar bolas, a ir levá-las, a ir buscar paus, a ladrar excitado com tanta brincadeira, a coçar-se preguiçosamente na relva, a descansar à sombra enquanto recebe festinhas da miúda.
Enquanto isso, rio-me também das nossas conversas sobre o futuro do Pau-Pau que, segundo alguns, está na fase da engorda para depois ser servido como Porco Doce no restaurante dos pais :P
Hoje passei horas, literalmente, a ouvir chamar o nome do cão. Os miúdos não paravam. Sim, ok, às vezes cansa um bocadinho. Afinal estamos a trabalhar e ouvir a gritaria o dia todo não ajuda. Mas, da minha parte, consegui sempre abstrair-me e, principalmente, desfrutar da visão do cão a brincar.
E secretamente tive inveja dos miúdos a brincarem inocentemente com aquele ser tão fantástico e fofinho. Hoje teria gostado de ser criança e de abraçar as vezes que quisesse o cãozito, e correr na relva/passeio de um lado para o outro.
Bons momentos, bons pensamentos :)

A todo o vapor

E eis que com os recentes 10 meses feitos o P. demonstra ter cada vez mais neurónios. Sempre que menciono a palavra papa fica aflito e desconfio que se pudesse marchava logo qualquer coisa. Hoje perguntei-lhe "onde está o pé?" e ele olhou para baixo para o pé dele (UAUUUUUU fiquei em êxtase, o puto é um génio precoce, já sabe onde estão os pés hehe). Se lhe colocar o comando a um metro dele, lá vem ele a rastejar rapidamente, mas quando o apanha e começa a querer morder, fica em suspenso quando lhe diga que Não! não, o comando não é para a boca. Umas vezes resmunga e obedece, outras chora desconsolado (para segundos depois enfiar o comando na sua bocarra babosa). Hoje percebi que ele sabe quando sou eu que o vou buscar: geralmente vou busca-lo mais cedo do que as outras mães, mas hoje ele foi o último a ser repescado. A educadora disse que cada vez que aparecia uma mãe que não era a dele desatava a chorar lol (tadito). Quando finalmente apareci eu, foi a loucura!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mensagens

Não há nada que me irrite mais do que mandar mensagens e não obter resposta. Nada. Pode ser sim ou sopas, ou talvez não sei. Mas o silêncio é algo que me toca as cordas  dos nervos. Eu não o faria e detesto que mo façam. É uma questão de respeito pela outra pessoa. Só isso.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

10 meses

10 meses. E a nossa cumplicidade cresce. E eu cada vez mais viciada em ti meu bebé lindo. És um fofinho. Fazes o meu coração transbordar de felicidade.
E eu amo-te do fundo do coração.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Gatinhar

Acho que o P. está a começar a entrar na fase do gatinhanço. Ultimamente agarra ferozmente o tapete para se arrastar até conseguir agarrar o comando da TV - o melhor isco que temos (qual boneco qual quê... as novas tecnologias é que é). Passa por cima de tudo tão fixado que está naquilo.
E já o vi de barriga para baixo a empinar o rabiosque :)

É muito doce passar por isto outra vez. Ter visto isto no M., ser a excitação que foi, e agora ver isso neste novo boneco... é... um privilégio!

domingo, 12 de julho de 2015

Irmãos - coisas

Muita coisa se fica a conhecer sobre 2 crianças quando vamos no carro e a mais velha (de quase 5 anos) vem a dormir ferrada, e a mais nova (um texugo de apenas 9 meses) palreia ininterruptamente, põe a chucha, tira a chucha, choraminga irritada, volta a sossegar, volta a palrar. E... basicamente não se cala.
Chegamos a casa com a cabeça em papas.
Aliás é assim que chego a casa todos os dias depois do nosso trajecto desde a creche lol

O post mal humorado

Pois é. Hoje passei a manhã num centro comercial à procura de biquinis. E trouxe algum no fim da manhã? não. O que trouxe eu? top, calções e camisola de desporto.
Raispartex! Cheguei a casa quase lavada em lágrimas. Não gostei particularmente de nenhum biquini que tenha visto (a maioria agora tem apenas uma faixa no peito sem alças, que não favorece mulher alguma na minha opinião, dado que deixa o peito muito descaído, a não ser que tenhamos 15 anos e essa questão nem se coloque) e caramba... entrar num gabinete de provas de qualquer loja é uma frustração para qualquer mulher. A não ser que seja uma boazona bronzeada com um corpo hiper bem tonificado e sem demasiadas imperfeições.

Para além de os biquinis já estarem mais que escolhidos, não ficava bem em quase nenhum, modelos ou a mostrarem demasiado ou a taparem demasiado (parecia a típica "mãezinha" nestes últimos). Os milhares de derrames nas pernas, agravados pela última gravidez, não melhoraram o meu estado de espírito... Consegui descobrir nova "arte" numa das pernas e fiquei passada. E depois aquela luz branca que se projetava sobre a minha barriga branca e flácida. Fiquei de rastos, essa é que é a verdade. Não sei se estou com TPM, mas fonix... só me apetecia chorar.

Mas quem são aquelas mães que quase declamam poesia quando dizem aos quatro ventos que abraçam todas as imperfeições que vieram com a gravidez. Ora... vão-se lixar. Conversa fiada!! Não acredito que não se sintam frustadas, que não tenham saudades do seu antigo corpo (isto se alguma vez estiveram satisfeitas com ele). Deixaria de ter filhos se soubesse o que faz ao nosso corpo? não. Mas isso faz-me sentir melhor com ele? lamento, mas também não. A nossa autoestima não tem nada a ver com a felicidade que os filhos nos trazem. Não deixo de ser mulher e ser vaidosa por causa disso...

Bem sei que o pouco tempo (ou nulo) para ir ao ginásio não ajuda, que por vezes nos descuidamos na alimentação, mas bolas... Odeio aqueles espelhos! Mas quem compra alguma peça de roupa interior ou de praia quando só vemos um corpo flácido e branco?Até a luz da minha casa é melhor. Sinto-me melhor lá do que numa loja cuja função era por-nos a todas bonitas nas suas roupas. Uma loja que deveria ter a melhor luz, etc, etc.

Mulheres que ainda não tiveram filhos: cuidem bem do vosso corpinho, apreciem-no mesmo que não seja perfeito, porque depois de terem filhos, de o tempo para vocês se reduzir, etc... (bom, a idade também não deve ajudar... maldita gravidade), vão sentir-se tristes e frustradas com o que vêm no espelho.

Sim, já andei/corri umas quantas vezes no paredão, mas claramente não serviu de nada a não ser melhorar dores lombares e activar um bocado a circulação. Amanhã começo novamente e mais a sério.

Hoje fiquei sem um sorriso na cara. E ainda não tenho um maldito biquini. Não que tenha alguma coisa contra os meus antigos biquinis, só que uns estão velhos e outros... NÃO ME SERVEM!!!!!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

(e não me venham com a história de que continuo proporcional e bem, bla bla bla... sim, podia ser bem pior obviamente, mas também podia ser melhor. Não me sinto eu, especialmente quando o M. passa por mim, põe a mão na minha barriga e diz "o que é isto?" ohhh pá...)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O melhor da minha tarde

Enquanto falávamos no aniversário no M., que está para breve, o T. começa a perguntar-lhe qual a prenda que gostava de ter. O Sr. M., vidrado na TV, a ver algo bem mais interessante do que a nossa conversa fútil, mal se digna a responder. Quando incitado novamente responde um sumido "não sei", do estilo "deixem-me lá ver isto que o resto não interessa".
Então o T. diz: "Bom se é assim, é porque já tens tudo, e sendo assim acho que vou mas é embrulhar-te uma pedra num papel bonito e já está!"
O M. acorda então para a vida e diz muito alto:"Ahhhh NUNCA se pode dizer qual é a prenda que se vai dar!!!!"

looooooooooooooooooooooooollllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

terça-feira, 7 de julho de 2015

A vida é uma coisa curiosa

A vida é curiosa.

Para uns corre bem. Para outros nem por isso. É por fases. O curioso é que passe o que passar as vidas de todos continuam a andar, o mundo continua a girar.

Lá em casa temos estado todos de boa saúde. O T. andou aí uma semana com ar meio vampiresco (olhos raiados de sangue à conta de uma operação aos olhos) mas a coisa já está composta, o M. continua fresco e fofo, o P. está a ser benevolente e lá nos tem dado umas semanas sem qualquer doença (bater na madeira!!!). Está há 1 mês sem otites! iupiiii!! enquanto não voltam lá temos passeado e aproveitado o bom tempo.

Mas enquanto esta tem sido uma fase serena, por outro lado à minha volta tem sido só desgraças. Fico parva. A mãe de uma antiga amiga morreu (e custou-me estar há tantos anos sem a ver e de repente a razão do nosso reencontro era estarmos num velório...); a mulher de um colaborador meu morreu (o ar dele a falar do que tinha acontecido deixou-me no chão); um amigo descobriu que tem leucemia; um antigo colega meu e a mulher tiveram a notícia de que tinham de interromper a gravidez por más formações no feto; o pai da noiva de um casamento a que fui falece uma semana antes do dito. Opa...

Vou respirar fundo. Não vou deixar que estas coisas me afectem. Vou aproveitar a vida. Vou sorrir e amar os momentos em que entro na escola antiga do M., os seus antigos colegas me vêm e gritam: Olha a mãe do M.!!!! Olá! Olá!!
Vou gozar os momentos em que vou à nova escola do M. com o P. e somos rodeados por vários miúdos que querem dar festas no pequeno e saber o nome dele, e saber de quem sou mãe, e saber porque tenho um anel no dedo da mão esquerda, e mostrarem-me as feridas e arranhões.
Vou gozar os momentos em que conseguimos sair os quatro e sentarmo-nos a comer um gelado, os momentos em que os miúdos já se deitaram e estamos no relax.
Os amigos.
A família.

A vida é curiosa. E mais vale é aproveitá-la :)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

9 meses!

"E cá estou. 9 meses. O mesmo tempo que estive na barriga da minha mamã.

Estou grande e visto a roupa do meu mano de quando este tinha 1 ano (a etiqueta diz 12 - 18 meses). Toda a gente me diz que sou a cara dele (e até tenho muitas "expressões" dele, segundo os papás, mas tenho os olhos maiores e verdes, e um formato de cara diferente. Sou muito expressivo: ou dou sorrisos do tamanho do mundo ou choro muito sentido porque os meus papás se afastam (ou se já estou aborrecido de brincar sozinho) ou falo ao desbarato. A minha mãe derrete-se quando fico muito aflito se não me pega logo ao colo mal ela chega à escola; o meu pai derrete-se quando chega a casa e fico muito aflito se não me tira logo do chão ou da cadeira; e eu basicamente derreto-me quando o meu irmão me dá atenção - ele é o meu maior ponto de interesse. Observo atentamente todas as macacadas que faz, e faz mesmo muitas. Agora já me dá mais atenção. Há uns 2 meses atrás ignorava-me um bocado. Acho que topou que eu era competição forte. Eu não me importava muito porque os papás eram suficientes, mas confesso que a vida me sorri mais quando ele me dá beijinhos ou vem para ao pé de mim brincar.

Adoro a minha avó B. Ela é muito querida comigo e cuida muitas vezes de mim. Ah e já dormi muito boas sonecas ao colo dela! Também gosto muito do resto da família, sou sempre o centro das atenções e mimam-me muito.
Entretanto já pararam de me chamar o russo (ou o ucraniano), graças a Deus! Tinha um certo ar de leste sim, mas já o perdi não sei como. Fiquei com cara de rapazinho giro. Perdi as bochechas à la Mario Soares que a minha mãe tanto gostava (fazia-a rir bastante) e agora estou um redondinho mais magrito.

Não tenho ainda dentes, mas sinto-os a saírem, e isso dá-me muita vontade de morder furiosamente tudo o que me passa pela boca, desde bonecos, a dedos, mãos (até de outros), joelhos (de outros), tudo, TUDO! Babo-me imenso, e tenho de andar sempre com uns babetes engraçados, que parecem um lenço de cowboy, ao pescoço - mas ao menos tenho estilo!

Não sou miúdo de dormir muito durante o dia... para quê? tanta coisa para ver e fazer. À noite sim durmo bastante (claro que às vezes descambo!), mas adoro começar cedo o dia. 6h da manhã parece-me quase sempre uma boa hora! E não descanso enquanto não tomo o meu biberão do pequeno almoço! Fico sempre muito aflito para mo darem. E à noite, se não me dão o jantar à hora certa passo-me dos carretos literalmente. Aliás... aproximarem-se de mim com uma malga vossa quando falta mais ou menos ainda uma hora para eu ir comer... é um erro crasso! E na creche passaram a ter de me dar de comer mais cedo ao almoço e ao lanche, porque é tortura ver os meus amigos a comerem e eu a olhar. Comer é assunto sério e eu não brinco com assuntos sérios!

Uma altura curiosa do dia é quando os meus papás me deitam à noite. Ao contrário do que acontece durante o dia (mesmo ao fim de semana), eles dão-me um colinho bom até eu adormecer. A minha mãe tem a teoria que essa é a razão pela qual depois durmo tão bem durante a noite, porque me sinto hiper relaxado, amado e seguro. Já a ouvi dizer que lamenta não ter feito o mesmo ao M. Com ele tudo foi menos instintivo fruto da insegurança de primeira viagem. Ele, em bebé, era deitado mais para adormecer sozinho - como é "suposto" - embora com o tempo também tivesse grandes colinhos para dormir. Eu sempre fui deitado com calma e tempo. Toda a gente lhes diz que quando crescer não vou saber adormecer de outra maneira, mas acho que eles se estão a borrifar... Eu sou um fofo e de certeza que vou colaborar!

Ah, sabem eu acho é que a minha mãe tem super poderes! A sério que acho. É exímia a adormecer-me. Tenho muitas manhas e não gosto nada de ter de ir dormir. Ao contrário do meu mano que adormecia rapidamente quando estava cansado, eu fico elétrico e é mesmo difícil acalmar-me. Ao colo semi deitado eu esperneio, dou estaladas, arranho, puxo cabelos, choro irritado, e coisas assim. Claro que depois canso-me. Mas mal parece que já estou a adormecer... heis que me lembro que não quero dormir e expresso-me novamente com toda a indignação a que tenho direito! Mas no meio disto, apesar de também fazer fita com a minha mamã... não sei... há algo nela... aninho-me bem, faço a minha cantilena de adormecer, e muitas vezes ela olha-me nos olhos muito tempo, eu olho para ela e zás... parece feitiço, começo logo a querer fechar os olhos. Se ela olha para o lado, sem ser para mim, desperto logo! Mas se continua a olhar para mim o sono começa a chegar. E aquele bater do coração dela... sei lá... põe-me calminho, tenho a sensação de que já ouvi aquilo em qualquer lado...

Todas as tardes (e esta mordomia já só vai durar mais 3 meses) ela vai-me buscar cedo e segue comigo para casa. Por vezes vamos buscar o mano, mas dado que estou muitas vezes constipado ou com otites, ela acaba por me levar logo para casa. Se adormeço no ovo ela carrega com ele até dentro de casa e fico a dormir no meu quarto, dentro do ovo. Se não adormeço lá ela ainda vê se durmo um bocado na cama. Se não adormeço em lado nenhum e não estou mesmo para aí virado (o que tem sido bastante frequente) então ela senta-se comigo no meu tapete fofinho de bebé e ficamos ali quase 1h a brincar. Agora que já me sento sozinho sem ajuda, fico muito tempo a brincar com os brinquedos. A minha mãe brinca comigo. Por vezes também aproveita e vai dobrando roupa lavada. Outras vezes leva um tabuleiro e vai descascando lá os ingredientes para fazer as minhas sopas. Vou falando com ela. Adoro quando sorrio para ela e sou correspondido. Ela faz-me muitas festinhas e dá-me muitos beijinhos. Gosto muito!

Vem aí o verão e quero o tempo bem quentinho e sem muitas ventanias (senão os meus ouvidos sofrem) para poder estar à vontade e sem muita roupa, porque não gosto nada de me vistam.

Fiz agora 9 meses e estou mais do que preparado para as novas aventuras que aí vêm!



segunda-feira, 8 de junho de 2015

O dia do Judo

E finalmente (e ansiosamente) lá fomos ver o que tinha o nosso miúdo aprendido este ano nas suas aulas de Judo. O estacionamento estava calmo embora já cheio de carros. O interior da escola fervilhava com tendas de comida, rifas e afins, e muitos pais a conversarem entre si. Um insuflável agitava-se ao lado das tendas, com vários miúdos a saltarem animadamente. Levámos o M. ao balneário para se vestir e finalmente conhecemos o professor de Judo com quem trocámos umas palavras rápidas, para termos um feedback directo (e não através da professora normal). Uns balneários tinham meninas com patins e fitas coloridas (o cheiro a chulé dos patins é inconfundível e por segundos senti-me transportada ao pavilhão da ADO de aqui há uns anos, onde eu treinava), outros reuniam miúdos que davam murros no vazio, outros tinham miúdos com o equipamento de futebol, etc. Vestimos o M. com o seu fato branco (e cinto branco e amarelo - que ele tanto gosta de frisar dado que o ganhou à pouco tempo e significa que já aprendeu umas coisas) e deixámo-lo com o professor.
E ala para as bancadas, onde já algumas famílias se aglomeravam para verem os seus benjamins. O festival começa, com imagens projetadas e com as performances dos miúdos. O grupo de Judo avança então e eu fico em suspenso a ver o meu miúdo que ainda há pouco tempo era um bebé bolachudo e mal falava, a entrar muito solene (tudo juntamente com os outros miúdos do grupo) fazer a vénia antes de entrar no tapete, sentar-se no seu lugar, nova vénia (desta vez com as mãos apoiadas no chão) e depois a correr a ir por-se no seu lugar para fazer umas quantas demonstrações sobre como cair bem, saltos para a frente, cambalhotas e jogo de pés (tipo rasteiras). Deve ter durado 2 minutos no total a atuação dos pequenos (depois seguiu-se a dos mais velhos) mas eu fiquei embevecida. O meu bidu grande está mesmo grande. Adorei a concentração dele a fazer as coisas. No final de contas não fizeram nada de extraordinário (o professor tinha avisado que ainda era uma fase muito inicial) mas já havia coordenação, concentração, alguma exigência física e empenho. E eu, como sempre, lá fico fascinada por ver aquele ser já tão autónomo. Aquele bebé que era tão dependente, é cada vez mais independente. Faz coisas que outros lhe ensinam e começo a ver cada vez mais os traços da sua personalidade a desenvolverem-se.
É no entanto muito curioso a necessidade de aprovação e escudo do pais. Desde que entrara na parte do tapete, onde ia decorrer a atuação, o M. olhava para todos os lados a procurar-nos. Por fim lá nos encontrou e lá trocámos uns adeus e sorrisos aqui e ali. O que diferenciou de outras alturas é que em vez de se desconcentrar completamente a dizer-nos adeus a toda a hora, desta vez quando foi para "atuar" lá o fez e já não olhou mais para nós.
Estou babada. E sim, sou uma "mãe de bancada", lá estarei (sempre que puder e espero poder sempre) em todas as demonstrações ou jogos do meu filhote lindo.


M. - quase a fazer 5 anos.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O beicinho

Hoje de manhã aconteceu pela primeira vez. Fui-te deixar na creche. Ias muito sério (ultimamente só penso: não estás a ficar novamente doente, pois não? pareço histérica com o assunto, perdoem-me, mas é assim que ando). Não houve muitos sorrisos para a educadora ao contrário do que é costume. Depois dei-te para o colo dela. E mal o fiz começaste a fazer um beicinho a querer transformar-se em choro. Distraíram-te mas mesmo assim ainda viravas a cara a tentar ver-me. Saí o mais rápido possível, a acenar toda sorridente e a dizer "até logo batatinha".
Isto já não é novo para mim. Já é a 2ª vez que passo por isso, mas o coração fica sempre apertado como se fosse a primeira vez.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

Observo

Observo-te. Estás tão grande... Pensas, tens opinião e gostos próprios, adoras parvoíces e brincadeiras, dizes "meu" e "muita fixeee" e essas coisas a tentar ser... fixe. Estás giro e mais "espanado", mas quando o sono aperta, quando tens uma dúvida, uma insegurança, quando é de noite corres para mim. Para o mimo, para que eu te assegure que tudo está bem, para que eu te ensine e conforte, para que eu me ria contigo.
Mal tu sabes que eu nada sei e que não faço ideia do que estou para aqui a fazer.

Observo-te também. Ultimamente mais chorão, exigente e por vezes incomodado. Cresces a olhos vistos. Hoje adormeces com dificuldade. Acordas algumas vezes a choramingar... E eu já vi este filme. Engano-me dizendo para mim própria: devem ser dentes, estão aí quase a romper. Ou então: está calor, se calhar tem calor. Simplesmente não quero nem pensar porque choras. Tens dores? apenas sono? acordaste e sentiste falta do mimo?
Fala comigo sim? Diz-me o que é. Por telepatia, qualquer maneira.
Vejo-te a coçar a orelha. Penso (e forço-me a acreditar) "é sono, claro."
Lá bem no meu íntimo rezo: nos próximos dias não, por favor. Não, não, não. Estarei sozinha. Não me faças isso, ok? meu fofo... aguenta-te mais um bocado.

Numa próxima vida recuso-me a ser mãe se os miúdos não vierem com manual de instruções :P

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O pai do Gonçalo é um herói radical!

O M. no outro dia, em tom completamente secreto e fascinado, a propósito de quedas e feridas:
- Mãe, o pai do Gonçalo é que já fez uma ferida muiiiitooooooo grandeeeeeeeeeeee....
- Ai é?
- Sim... e, imagina... os médicos puseram-lhe parafusos na perna!!
- Hum... pois, às vezes quando há feridas muito grandes os médicos têm de por essas coisas para ajudar as feridas a melhorar...
- Mas... sabes... (tom enorme de suspense)... na ferida via-se.... O ESQUELETO!!!!!


AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAH estas conversas matam-me!!

Descobrir como chegar à câmara sem ser com os pés

:)  :)  <3   <3


Aventuras no berço

O rebuliço que ultimamente se vê no berço :)


Karma

Durante anos a fio convivi no trabalho com uma colega que tinha o humor matinal do mais intragável que já vi. Começo a achar que a minha querida e nova colega sofre do mesmo mal! Jesus, logo pela manhã é um trombil que não se percebe (e já teve uns km antes de chegar ao trabalho para uma boa melhoria). Geralmente melhora (graças a Deus!), mas fico a pensar se esse é o meu karma. Terei eu de aguentar eternamente, em qualquer local de trabalho, com uma femini matinus horribilis?
:P